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Segurança Pública

MP denuncia mais dois policiais por mortes no Jacarezinho

Redação | Publicado em:

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Arquivo/Vítor Soares

 





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Os policiais civis Amaury Godoy Mafra e Alexandre Moura de Souza foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio doloso nesta quinta-feira (5). Os dois estavam na operação policial do Jacarezinho, que vitimou 28 pessoas, no dia 6 de maio de 2021. Entre os mortos, um policial civil também foi executado pelos criminosos. 

A denúncia foi feita através da Força-Tarefa que atua nas investigações das mortes e demais delitos ocorridos em operação policial no Jacarezinho, que denunciou os dois à Justiça.

Os dois são apontados como responsáveis pela morte de Richard Gabriel da Silva Ferreira e Isaac Pinheiro de Oliveira, durante incursão realizada na comunidade. Amaury e Alexandre também são acusados de fraude processual (na forma prevista pela Lei de Abuso de Autoridade) e de forjar o cenário do crime.

Na denúncia, foi pedido ao 2º Tribunal do Júri da Capital o afastamento dos agentes de suas funções públicas, no que diz respeito à participação em operações policiais, além de medidas cautelares previstas no art. 319, incisos II e III, do CPP.

Segundo a Ação, o crime aconteceu quando os policiais civis entraram na residência onde Richard e Isaac estavam abrigados, após já terem sido baleados durante a troca de tiros.

 





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Os dois são apontados como responsáveis pela morte de Richard Gabriel da Silva Ferreira e Isaac Pinheiro de Oliveira, durante incursão realizada na comunidade



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Apesar de serem alertados de que não existiam reféns, tanto que não houve oposição à entrada e nem rota de fuga dos traficantes, Amaury e Alexandre teriam encurralado as vítimas em um cômodo vazio e efetuado diversos disparos. O laudo pericial feito no local atestou ausência de vestígios de conflito.

Ainda de acordo com os fatos narrados pelo MP, no mesmo dia do ocorrido, os denunciados registraram na Delegacia duas pistolas, dois carregadores e uma granada, alegando que foram recolhidos com Isaac e Richard, numa tentativa de se eximirem da responsabilidade pelos assassinatos.

Revolta

Após o confronto, grupos e lideranças políticas e sociais fizeram um ato em frente à comunidade. Com faixas e camisas, os integrantes dos diferentes movimentos saíram às ruas para chamar a atenção das autoridades sobre, segundo eles, a política de mortes usada contra a população nas favelas.

“É uma política genocida e cruel com a população preta e de periferia. Desse jeito não dá mais. Ou mudamos essa maneira de enfrentar o crime ou teremos cada vez mais mortes, e a gente não aguenta mais”, contou um dos participantes do ato à época. 

 







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