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Rio

Cláudio Castro é acusado de desviar verba para camarote na Sapucaí

Redação | Publicado em:

Lucas Alvarenga



O governo do Rio de Janeiro gerou controvérsias ao solicitar, na última sexta-feira (2), um termo de cooperação no valor de R$ 3 milhões à Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), para o camarote do governador Cláudio Castro na Sapucaí. Esse órgão é subordinado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Os fundos, originalmente designados para produções culturais em teatros, foram retirados do pagamento antecipado do duodécimo, que deveria ser destinado a projetos culturais em 2024. 

O governo justificou a decisão, alegando que a Funarj possui “expertise em produção” e que o acordo de cooperação técnica visa à “montagem do tradicional camarote do Governo do Estado”. A importância cultural do Carnaval também foi citada como razão para o investimento.

O camarote do governador é um espaço tradicionalmente destinado a receber parentes, aliados, amigos e familiares do chefe do Executivo, além de eventuais interessados em investir no Rio. 

Embate com ex-subsecretário 

O advogado Victor Travancas, ex-subsecretário de Castro, emitiu um ofício em janeiro afirmando que a Marquês de Sapucaí não oferece condições seguras para os cidadãos e turistas. 

Após coordenar inspeções de fiscalização no sambódromo, Travancas mencionou a concessão “estranha” de alvarás autorizativos pelo Corpo de Bombeiros, apontando que todas as saídas de emergência estavam lacradas e havia construções irregulares, além de fiação de alta tensão exposta.

Travancas pediu exoneração do cargo logo após, com a afirmação de que queria “estar longe do espetáculo”, já que não deseja “carregar na minha consciência a culpa de mortes que venham a ocorrer em eventuais tragédias, num evento com alvará ilegais e irresponsáveis concedidos pela Administração Estatal”.

Contatados, o Corpo de Bombeiros e o Governo do Estado não responderam sobre o assunto até a postagem desta reportagem. 

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