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Brasil & Mundo

Quase 3 milhões de jovens irão abandonar os estudos, diz pesquisa

Redação | Publicado em:

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ensino médio

O Insper, Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia, de São Paulo, está lançando um estudo sobre Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, que mostra uma realidade cruel para os estudantes brasileiros. De acordo com a pesquisa, quase 3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, abandonam os estudos todos os anos.

Esse número representa 27% do total de jovens nessa faixa etária que deveriam estar na escola, segundo a Constituição Brasileira.

Dos 10 milhões de estudantes do país, cerca de 15% ou 1,5 milhão, sequer irão se matricular em 2018. Entre os que se matriculam, cerca de 7% ou 700 mil jovens, vão abandonar a escola antes do final do ano. E o pior – cerca de 600 mil alunos (5%) serão reprovados por faltas, o que completa os 2,8 milhões de jovens que estarão fora da escola a cada ano. Segundo o estudo, o abandono e a evasão escolar representam um prejuízo de R$35 bilhões por ano.

A Unesco aponta que 74% dos países avançam mais rapidamente na inclusão de jovens de 15 a 17 anos do que o Brasil. Os dados revelam que mais da metade das nações tem menor porcentagem de jovens fora da escola. Se mantiver este ritmo, o país levará 200 anos para atingir a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação: universalizar o atendimento escolar para essa faixa etária – que, pelo plano, deveria ter sido concluída no ano passado.

A pobreza e a dificuldade de acesso são responsáveis pela situação. Falta de escolas na comunidade onde o jovem vive ou a falta de recursos para o transporte até a escola implicam diretamente no abandono.

Para reverter o quadro, o estudo propõe a criação de políticas públicas para garantir o acesso em áreas rurais ou para os jovens que têm alguma deficiência ou cumprem pena privados de liberdade.

O estudo também propõe a criação de cursos profissionalizantes, um sistema de aconselhamento, práticas esportivas e artísticas, aumento das atividades à distância e flexibilização dos horários das aulas e do modelo de avaliação para ajudar a reduzir a evasão escolar. O país investe atualmente 4,9% do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação.

O estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens é organizado pela Fundação Brava, pelo Instituto Unibanco e pelo Instituto Ayrton Senna e está disponível no site http://gesta.org.br/.

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