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Karinne Pierre - Carreiras & Negócios

Quando sócios não se entendem…

Redação | Publicado em:

Marcelo Camargo / Agência Brasil

 





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O maior problema que vejo quanto ao relacionamento
de sócios é que ao abrir uma empresa e buscar uma parceria de sociedade,
diferentes aspectos acabam motivando a decisão de construir um negócio, como por
exemplo, a necessidade de um aporte financeiro ou do compartilhamento de trabalho.

As responsabilidades e competências comportamentais, ou seja, o perfil pessoal
e profissional, que tanto falamos e traçamos para o nosso time, da busca de compatibilidade,
da necessidade de aderência com o cargo, o fit cultural, ficam de lado,
causando um monte de desgastes, desentendimentos e brigas, ao longo dessa
relação profissional.

Cada um de nós ao longo da trajetória, trazemos
conosco valores, crenças limitantes… e com a alta gestão, não é diferente,
são pessoas, que refletem isto na cultura organizacional involuntariamente.

Como
pilar da organização, dirigem a empresa com o “jeitão” de cada um e
não com uma política de gestão única, daí desentendem-se na forma de pensar e
agir, além da falta de diálogo, que é fundamental para permitir o equilíbrio
nas tomadas de decisões.

Essa parceria precisa unir as experiências e as
habilidades individuais de ambos. Cada sócio
deveria conhecer seus pontos em potencial e a desenvolver, para que essa
sinergia aconteça da melhor forma possível. A fórmula não está em concordar com
tudo, mas em definir os limites e atuação de cada um.

Os conflitos surgem decorrentes das
personalidades peculiares individuais e potenciais dos sócios. Posto isso, listamos
as dificuldades na comunicação ou de falar a mesma linguagem, na forma de se
comunicar, o egoísmo das partes, a disparidade na capacidade de visão sistêmica
ou estratégica de mercado, entre outros casos.

No entanto, é importante
ressaltar que qualquer sociedade não significa exclusivamente divisão de poder
e lucro, mas traduz também de repartição de papeis e de responsabilidades.

A partir daí, é possível constatar que ter um ou mais sócios só deve
acontecer se houver maturidade e afinidade entre as pessoas envolvidas na
sociedade.

Sendo assim, é preciso aplicar
já na fase da cogitação de uma sociedade,
a avaliação quanto ao conhecimento, habilidades e atitudes de cada sócio
envolvido, ao pensar na construção de um negócio, como ao contratar colaboradores,
em busca do melhor caminho na relação de uma gestão empresarial de forma equitativa
e produtiva.

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