Mais de 39 milhões de pessoas podem morrer nos próximos 25 anos no mundo devido a infeções bacterianas resistentes a antibióticos, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (16), na revista científica The Lancet, que considera possível evitar essa tragédia.
Conforme a pesquisa, um terço dessas mortes ocorreriam no sul da Ásia, incluindo Índia, Paquistão e Bangladesh.
Entre 2025 e 2050, até 92 milhões de vidas poderão ser salvas, no entanto, se houver avanços no acesso a cuidados de saúde e no desenvolvimento de novos antibióticos, sugere o estudo.
Uma estimativa mais ampla, que associa a resistência a antibióticos aos óbitos sem estabelecer uma relação direta de causa e efeito, sugere que mais de 169 milhões de mortes podem ocorrer nos próximos 25 anos.
Os antibióticos são medicamentos antimicrobianos destinados ao tratamento de infecções provocadas por bactérias.
A resistência aos antibióticos refere-se à capacidade de uma bactéria de sobreviver ou proliferar apesar do tratamento com medicamentos que normalmente a inibiriam ou destruiriam.
Esse fenômeno ocorre quando algumas bactérias sofrem mutações genéticas que as tornam resistentes aos antibióticos.
No entanto, o uso de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de bactérias resistentes: quanto mais um antibiótico é utilizado, maior a chance de surgirem cepas resistentes a ele.