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João Lee volta à casa da mãe e diz: ‘Tudo tão estranho’

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

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O filho de Rita Lee, o músico João Lee, usou as redes socais, nesta sexta-feira (19), para fazer um longo e comovente relato sobre como foi a sensação de retornar à casa da cantora após a sua morte. Rita Lee faleceu na semana passada, aos 75 anos, em meio a um tratamento contra um câncer no pulmão.

João iniciou o desabafo dizendo que sentiu um “frio na barriga” ao chegar ao condomínio, onde ficava o sítio de Rita e o marido Roberto de Carvalho. 

Leia +: Morre Rita Lee, Rainha do Rock, aos 75 anos

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“Ao entrar no condomínio, senti um frio enorme na barriga. Fui me aproximando da casa bem devagarzinho, abri o portão, entrei com o carro e…. travei. Fiquei parado dentro do carro por cerca de 10 minutos, sem conseguir sair do lugar. Do nada, fui atropelado por um turbilhão de memórias e sentimentos, tudo meio que em fast forward, bagunçado e ao mesmo tempo. Foi muito maluco”, escreveu o músico e produtor.

João relatou também que foi até o imóvel acompanhado de seu pai, Roberto de Carvalho, e que nunca imaginou viver tal sensação.

“Foi a primeira vez desde que minha mãe partiu e depois de 3 meses morando juntos no meu apartamento. Meu pai foi mais cedo e eu fui um pouco mais tarde. No caminho, fiquei pensando como seria essa primeira vez. Não sabia o que esperar ou o que iria sentir. Para ser sincero, nunca imaginei que um dia viveria isso. É tudo tão estranho. De alguma maneira, sempre enxerguei minha mãe e meu pai meio que como seres eternos e imortais”, contou.

Além da saudade, o filho da cantora escreveu que viveu momentos difíceis e especiais na residência, fazendo com que lembranças viessem à tona. João escreveu também que viver com o vazio da perda da mãe é triste e que não consegue explicar somente em palavras.

“A casa onde vivi momentos difíceis e momentos tão especiais. Não conseguia dizer nada. Foquei nos meus ouvidos extra sensíveis. Quem sabe ouviria o som da natureza, dos bichos, sei la, algo que me trouxesse calma. No entanto, só consegui ouvir um silêncio absoluto. Viver esse momento é viver um vazio diferente e impossível de explicar em palavras. Só quem passa por isso sabe como é. Não existe um outro vazio que seja tão forte ou que chegue perto”, desabafou.

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