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Segurança Pública

Vídeo mostra ladrão furtando restaurante em Niterói

Ezequiel Manhães | Publicado em:

Reprodução



Uma câmera de segurança do tradicional restaurante Casa di Lucy, localizado na Rua Nóbrega, no bairro de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, flagrou a ação criminosa que aconteceu na madrugada de segunda-feira (13).

Em um intervalo de apenas 48 horas, o estabelecimento foi alvo de dois furtos consecutivos, deixando a direção do espaço em uma situação financeira e emocional abalada. O prejuízo está estimado em R$ 60 mil.



Na ocasião, foram levados dinheiro, insumos, a tubulação dos quatro aparelhos de ar-condicionado, boa parte da instalação elétrica, além de dois celulares e garrafas de bebidas.

Com o restaurante fechado por tempo indeterminado para reparos, o proprietário Alberto Sauburnn, de 57 anos, criticou a falta de policiamento durante a madrugada e cobrou ações efetivas das autoridades.

“A cidade fica largada. Já não bastam os impostos, um dos IPTUs mais caros do Brasil, e agora vou ter que contratar mais um funcionário, um segurança, pra ficar lá a noite inteira”, desabafou.

O que dizem as autoridades

Em resposta, a Polícia Militar, por meio de nota, afirmou que o 12º BPM (Niterói) realiza policiamento ostensivo diuturnamente e intensifica o patrulhamento preventivo no período noturno.

A PM também destacou que, desde o início do ano, cerca de 1.160 criminosos foram presos na região, além de outras operações voltadas para a prevenção de furtos.

A investigação está em andamento na 77ª DP (Icaraí). Segundo a Polícia Civil, agentes analisam imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para apurar a autoria do crime e esclarecer os fatos.

CDL se manifesta

No entanto, a realidade enfrentada por empresários como Sauburnn é de insegurança e abandono. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói lamentou o caso.

“A cena, infelizmente, se tornou comum, e o mais grave: está sendo normalizada. Comerciantes que investem tudo o que têm passam a viver com medo, sem qualquer garantia de proteção efetiva. O prejuízo material é grande”, disse Joaquim Pinto, presidente do Conselho Superior da CDL Niterói.

Para Joaquim, as autoridades de segurança precisam reagir com urgência:

“Onde estava o poder público? Ninguém sabe. E essa ausência se repete em inúmeros outros casos pela cidade […] Quando a criminalidade cala o som de uma cozinha, apaga as luzes de um salão e obriga funcionários a ir embora, toda a cidade perde […] Não é apenas um restaurante que fecha, é mais um símbolo da luta diária de quem tenta sobreviver em meio à violência e à falta de segurança”, argumentou.

Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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