A poucos metros da praia, moradores das ruas 109 e 89, no bairro Atlântico Leste, em Itaipuaçu, Maricá, vivem uma realidade que contrasta com o cenário paradisíaco da região. Mesmo com casas reformadas e investimentos altos, muitos ainda não têm acesso à água potável nas torneiras. O abastecimento, segundo relatos, depende exclusivamente de água de poço e, ainda assim, de forma precária.
Na Rua 89, a funcionária pública aposentada Márcia Bonfim, moradora há cerca de quatro anos, relatou a indignação com a situação.
Márcia explicou que os próprios moradores precisaram instalar canos que atravessam o canal para captar água diretamente de um poço no lado oposto da região onde, segundo ela, já há abastecimento regular de água tratada.
A solução improvisada está longe de atender à demanda. Com uma caixa d’água de mil litros, ela conta que há muito tempo não consegue enchê-la completamente, já que a água precisa ser dividida com outros moradores. Para beber, cozinhar e até tomar banho com mais segurança, a única alternativa tem sido a compra de água potável toda semana.
Quem também se surpreendeu negativamente foi o advogado Sérgio Vaz. Ele investiu quase R$ 1 milhão na reforma de uma casa na Rua 109, mas se deparou com a triste realidade.
“Como pode isso? Não ter água potável em casa! Isso é um absurdo. A Águas do Rio tem que melhorar muito. A gente escolhe morar em um lugar bacana e jamais imaginamos passar por isso”, afirma, indignado.
Além da ausência de água nas torneiras, moradores apontam a falta total de infraestrutura: não há hidrômetros e nem rede de esgoto, conforme relatos.
Procurada, a Águas do Rio informou que vem ampliando o abastecimento em Maricá desde que assumiu o serviço. Neste ano, de acordo com a empresa, obras já foram realizadas no Jardim Atlântico Central.
A empresa esclarece que a região já conta com rede de água e que os moradores podem solicitar ligação pelo 0800 195 0 195.