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Esportes

Da derrota na estreia à final: entenda o caminho argentino na Copa

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Divulgação/Fifa

 





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A seleção da Argentina chegou na Copa do Mundo do Catar como uma das grandes favoritas para conquistar o título. Jogando um futebol envolvente e invicta há três anos, a Albiceleste teria uma estreia tranquila contra a modesta Arábia Saudita.

No entanto, não foi isso que se viu logo na primeira rodada. Uma derrota de 2 a 1 para os sauditas foi um banho de água fria para todos no Mundial e uma zebra que ficará marcada na história dos Mundiais. 

Com o resultado, Messi e companhia já se complicavam no grupo logo de cara, já que teriam pela frente dois jogos mais difíceis: México e Polônia. O nervosismo tomou conta de todos os torcedores argentinos no Catar, pois cair ainda numa fase de grupos seria vexatório. Mas o resultado não abalou o time comandado por Lionel Scaloni.

 





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Com o psicológico abalado e na seca de títulos há 36 anos, o técnico teria que se reinventar para conseguir uma classificação para a próxima fase. E para isso, a Argentina contou com outro Lionel: o Messi. Dono de sete bolas de ouro como melhor jogador do mundo, o craque argentino, já com seus 35 anos, está disputando sua última Copa do Mundo.

Na segunda rodada, contra o México, o técnico argentino fez algumas mudanças na escalação, principalmente no ataque. E com brilho de Messi, a Argentina conseguiu uma vitória importante por 2 a 0. Com isso, aliviava a pressão e fazia com que a eles dependessem somente de si para se classificar na última rodada. 

Para a terceira e última rodada da fase de grupos, a Argentina chegou confiante e contou com o apoio do torcedor que lotou o estádio e não parou de incentivar um minuto. Em um jogo mais truncado na primeira etapa, o time argentino voltou mais ligado nos últimos 45 minutos e conseguiu construir a vitória, novamente por 2 a 0. Com a vitória, a equipe de Messi e companhia se superou e ainda conseguiu a classificação em primeiro lugar do grupo. 

Já nas oitavas de final, os argentinos enfrentaram Austrália. A partir daí, quem perdesse voltava para casa. Ou seja, cada vacilo poderia ser fatal. Os argentinos encontraram pela frente uma seleção bem organizada e que se defendia muito bem. Mesmo tomando alguns sustos, principalmente no final da partida, a Argentina conseguiu uma classificação suada por 2 a 1.

 





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Ganhando cada vez mais confiança, os ‘hermanos’ chegaram até as quartas de final. Nesta fase, tiveram pela frente a poderosa Holanda e fizeram um jogo para lá de eletrizante. Em uma boa exibição, a Argentina conseguiu abrir 2 a 0 no placar e praticamente encaminhava a classificação para a semifinal. Mas os deuses do futebol protagonizaram momentos emocionantes nos minutos finais.

Já com 37 do segundo tempo, a Holanda conseguiu descontar e foi pra cima dos argentinos. E assim, no último lance da partida, já aos 55 minutos, o empate heroico dos holandeses, que levou a partida para a prorrogação. No tempo extra, as equipes não conseguiram marcar e a disputa foi decidida nos pênaltis.

A partir daí, o nervosismo tomou conta de todos presentes no estádio e fez relembrar o confronto entre os dois na Copa de 2014, realizada no Brasil, quando as seleções se enfrentaram nos pênaltis. O futuro fez repetir o passado, e com o mesmo roteiro. Nas penalidades, a seleção albiceleste conseguiu a classificação e chegava a mais uma semifinal de Mundial.

Chegando na semifinal, os argentinos enfrentaram a seleção da Croácia, que eliminou o Brasil nos pênaltis. Mais uma vez, sob a batuta de Messi, que anotou um gol e deu duas assistências, a Argentina venceu por 3 a 0. Com o gol marcado, o camisa 10 se tornou o maior artilheiro da Argentina em Copas, superando Batistuta.

Após oito anos, a Argentina está de volta a uma final de Mundial e busca conquistar o título 36 anos depois. Para aqueles que viram Maradona erguer a taça em 1986, a nova legião de fãs do Messi sonham com o título que nunca viram. 

Nesse cenário, podemos acompanhar até brasileiros que estão torcendo para a Argentina ser campeã da Copa do Mundo. O motivo? Lionel Messi. O craque argentino é um ídolo mundial e, além do bom futebol, seu jeito simples contagiou milhares de pessoas.

 





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Classificada para a final, a Argentina vai enfrentar a França em busca do tricampeonato. A partida será realizada no próximo domingo (18), às 16h (horário de Brasília), no estádio Lusail. Este será o ato final do camisa 10 argentino.

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