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Messi in Rio: craque brilha mas não evita tropeço argentino na Copa América

Redação | Publicado em:

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Messi in Rio craque comanda vitoria argentina na estreia da Copa America plantao enfoco
Messi homenageou Maradona na comemoração de seu gol de falta. Foto: Reprodução



Argentina e Chile empataram em 1 a 1 em noite de protagonismo do craque Lionel Messi no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. As seleções estrearam na Copa América nesta segunda-feira (14) e viram o baixinho argentino comandar as ações, além de marcar um lindo gol de falta na primeira etapa.



Os argentinos começaram a partida pressionando, com muita movimentação ofensiva do leve trio de ataque – Messi, Lautaro Martínez e Nicolás González. Com menos de 20 minutos, os hermanos já haviam criado pelo menos três grandes finalizações – esbarrando sempre no experiente goleiro Bravo.



Todas as tramas ofensivas da Argentina passavam, é claro, pelos pés de Lionel Messi. Jogando aberto pela direita e cortando para o centro quando com a bola, o baixinho atormentou a zaga chilena com passes, lançamentos e finalizações. Ajudando também no primeiro toque, ele iniciava as jogadas feitas pelos companheiros.



O Chile só finalizou aos 27 minutos, quando Meneses recebeu sozinho e fez belíssima jogada individual. Ele invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado. A bola saiu pela linha de fundo com perigo, assustando o goleiro Emiliano Martínez.



O show de Messi começou aos 33. Em linda cobrança de falta, indefensável, no ângulo esquerdo do goleiro Bravo, o camisa 10 marcou o primeiro gol da Argentina na competição. Foi o 57º gol de falta da carreira do atacante. O craque comemorou muito, homenageou Diego Maradona e foi acompanhado por toda a equipe. A pintura consolidou a superioridade da Albiceleste no confronto.



https://twitter.com/OficialSala12/status/1404555838661005312



Na sequência, em mais um lance iniciado por Lionel, Lautaro recebeu cruzamento de Montiel e, sozinho na frente do goleiro, errou a finalização. O chute saiu mascado, de tornozelo, e correu pela linha de fundo, sem perigo para os chilenos – que não esboçavam reação, para desespero do técnico Martín Lasarte.



A equipe comandada por Lionel Scaloni, muito renovada em todos os setores, ainda buscava o melhor entrosamento, mas jogou com muita personalidade e demonstrando vontade e aplicação tática. Com linhas altas, sufocava a saída de bola do Chile para não deixar o adversário pensar. A tática funcionou, já que fechou o primeiro tempo com quase 60% de posse de bola e sofrendo apenas uma finalização.



Segundo tempo



O Chile voltou para a segunda etapa com outra postura. Disposta a correr atrás do prejuízo, La Roja diminuiu os espaços e ensaiou uma pressão à defesa argentina. Logo nos primeiros minutos, Vargas recebeu ótima enfiada de bola de Pulgar e ficou cara a cara com Emiliano Martínez, que fez grande defesa. No rebote, Vidal foi atingido por Tagliafico ao tentar a finalização e sofreu o pênalti. Na cobrança, o próprio camisa 8 chutou forte e Martínez defendeu. A bola ainda explodiu no travessão antes de voltar nos pés de Vidal, que empurrou para o gol vazio.



O gol desorganizou o sistema defensivo da Argentina, que passou a dar mais espaços e ser envolvida nas trocas de passes dos chilenos, principalmente nos contra-ataques. Aos 17, Meneses cruzou na cabeça de Arturo, que, livre, cabeceou nas mãos de Martínez.



A partir daí, Lionel Messi precisou chamar a responsabilidade e tentar retomar as rédeas do duelo. Aos 24, em jogada individual característica do baixinho, ele cortou para dentro e tentou bater, mas a bola explodiu na defesa. Logo em seguida, ele recebeu de González na entrada da área, ajeitou para a canhota e bateu rasteiro e forte. Bravo faz outra ótima defesa, jogando para escanteio.



Nos últimos 20 minutos, a partida ficou mais pegada, com muitas faltas e a disputa pela posse concentrada na região central do gramado. Os times cansaram e as chances diminuíram, mas as duas equipes ainda buscavam uma última bola para sair com os três pontos.



Aos 32, mais um lampejo de Messi. Ele tabelou com Di Maria e deu linda enfiada de bola, na diagonal, para González. O jogador invadiu a área pela esquerda, sozinho, mas optou por cruzar ao invés de finalizar para o gol, e a zaga acabou afastando. Na sequência, novamente lançado na área, González cabeceou por cima da baliza, desperdiçando outra boa oportunidade.



Nos últimos lances, todos comandados por Messi, a Argentina cercou a área chilena e criou perigo no jogo aéreo. Em uma delas, Di Maria botou na área, a bola desviou na zaga e Messi subiu mais que todo mundo para desviar de cabeça e tirar do goleiro. A bola ficou quicando na frente do gol vazio até a zaga aparecer para afastar.



O confronto terminou empatado pelo Grupo A. Paraguai e Bolívia fazem o outro jogo da rodada ainda nesta segunda-feira (14), às 21h. Na segunda ronda, o Chile enfrenta a Bolívia, na sexta-feira (18), às 18h, na Arena Pantanal. Já a Agentina encara o Uruguai, que folgou na primeira rodada, também na sexta, às 21h, no Estádio Mané Garrincha.


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