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Segurança Pública

Testemunha de mortes no Jacarezinho diz ter sido agredida por PMs

Redação | Publicado em:

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A primeira audiência sobre a morte de Omar Pereira da Silva, um dos 28 mortos durante operação policial na comunidade do Jacarezinho em maio do ano passado, ocorreu nesta quarta-feira (29). Durante depoimento, uma testemunha contou que ouviu o momento em que a vítima foi baleada.

Na ação, dois policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) são réus. Um deles é acusado de atirar na vítima e outro de ajudar a remover o corpo antes da perícia.

A testemunha, Guilherme Patrocínio, morador do Jacarezinho, relatou que foi agredido por agentes da Core, unidade em que os dois policiais denunciados pelo Ministério Público sobre a morte de Omar eram lotados.

Ao todo, três testemunhas prestaram depoimento. Elas informaram que Omar, ferido no pé depois de intenso tiroteio na comunidade, se abrigou na casa onde elas estavam. Cerca de meia hora depois, um policial entrou na casa, procurando foragidos e, depois de identificar Omar, matou-o com um tiro de fuzil.

Outra testemunha reconheceu o policial acusado pela morte como sendo o responsável pelo tiro que matou a vítima. O Ministério Público desistiu de ouvir mais três testemunhas de acusação que tinham sido arroladas no processo.

Policiais na audiência

Durante o depoimento, alguns policiais da Core compareceram ao tribunal para assistir às falas das testemunhas de acusação.

A Defensoria Pública do Estado, que atua como assistente de acusação, pediu que as testemunhas prestassem depoimento a portas fechadas, por considerar que os policiais fardados poderiam intimidar as testemunhas.

Mas, a pedido da defesa e do próprio Ministério Público, a Justiça negou. O juiz Daniel Cotta permitiu, no entanto, que as testemunhas não fossem identificadas e prestassem seus depoimentos com os rostos cobertos, sem a presença dos réus. Uma nova audiência será marcada para ouvir as testemunhas de defesa e os próprios réus no processo.

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