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Niterói

Guerra entre pastores por uso do nome da igreja Lagoinha em Niterói

Redação | Publicado em:

Reprodução / Redes Sociais



O pastor Felippe Valadão, líder da Igreja Lagoinha Niterói, está em uma disputa judicial com seu cunhado, o pastor André Valadão, presidente da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. O conflito, que envolve o uso do nome “Lagoinha”, foi divulgado pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, na quarta-feira (13).

A Igreja Batista da Lagoinha, presidida por André Valadão, entrou com uma ação contra a Igreja Lagoinha Niterói, liderada por Felippe e Mariana Valadão, respectivamente cunhado e irmã do cantor gospel. A acusação é de que a igreja de Niterói está usando o nome “Lagoinha” sem autorização.

O que diz a acusação 

Segundo a colunista, a Igreja Batista da Lagoinha detém o registro da marca “Lagoinha” há décadas e afirma que o uso do nome pela igreja de Niterói prejudica sua identidade. Além disso, alega que a semelhança entre os nomes causa confusão entre os fiéis.

A ação solicita que a Igreja Lagoinha Niterói cesse imediatamente o uso do nome “Lagoinha”, além de indenizações por danos materiais e morais. A Igreja Batista da Lagoinha também exige a transferência do domínio “lagoinhaniteroi.com.br” para sua propriedade.

Uso indevido 

A Igreja Batista da Lagoinha argumenta que, embora houvesse uma autorização inicial para a coexistência das marcas, essa permissão foi retirada em 2022. A sede afirma que, a partir desse momento, o uso do nome “Lagoinha” pela igreja de Niterói tornou-se ilegal.

O que diz a defesa

A defesa de Felippe Valadão, por sua vez, refuta as acusações. Em entrevista à coluna, a defesa afirmou que o uso do nome “Lagoinha” foi autorizado por Márcio Valadão, sogro de Felippe e fundador da Igreja Batista da Lagoinha. 

Também destaca que, desde a fundação da Igreja Lagoinha Niterói, as duas igrejas atuam de forma independente, cada uma com sua identidade visual e em regiões geográficas separadas. A sede da igreja de Niterói está localizada no bairro de Piratininga, na Região Oceânica da cidade.

Além disso, a defesa enfatizou que, embora compartilhem o nome, as duas igrejas sempre mantiveram suas atividades sem interferir uma na outra. Em diversas ocasiões, o pastor André Valadão chegou, inclusive, a participar de eventos na igreja de Niterói.

Pedido de depoimento

Exclusivamente, a coluna de Fábia Oliveira revelou que, no dia 5 de novembro, a Igreja Batista da Lagoinha solicitou o depoimento presencial de Felippe Valadão. O objetivo seria confrontar as alegações feitas por ele em sua defesa, que a igreja de Belo Horizonte considera falsas. 

Procurados pela redação do ENFOCO para comentar sobre o caso, nenhum dos dois pastores, Felippe Valadão e André Valadão, respondeu até o fechamento desta reportagem.

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