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Segurança Pública

Família aguarda na porta do presídio modelo Bruno Krupp ser solto

Redação | Publicado em:

Marcelo Eugênio

 





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A família do modelo Bruno Krupp, que está preso há oito meses acusado de atropelar e causar a morte de João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, em julho de 2022, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, chegou ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para buscar o rapaz que será solto nesta quarta-feira (29). O pai do modelo, José Darcy Krupp Filho, não quis falar com a imprensa. Ele chegou ao local por volta das 10h. 

Ele será solto após uma decisão do ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que aceitou a alegação da defesa de Krupp. Entre os motivos listados, estão a de que o modelo sofre coação ilegal pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que, segundo a alegação, não teria analisado o pedido de soltura com devida atenção, já que a documentação possui novidades, como o fato dele não ser mais réu em um processo em que era acusado de estelionato. A decisão do STJ foi tomada nesta segunda-feira (27). 

A defesa de Bruno também alegou que ele é réu primário e tem bons antecedentes. Entre as medidas que Krupp deverá cumprir em liberdade provisória, estão: o uso de tornozeleira eletrônica, comparecer em juízo mensalmente, ter seu direito de dirigir suspenso (ele está proibido de obter uma nova permissão para dirigir) e deve entregar o passaporte. 

Caso seja descumprido qualquer uma das medidas, Bruno terá que voltar imediatamente para a prisão. O alvará de soltura do modelo já foi emitido. 

O CASO

O modelo Bruno Krupp, ex-namorado de Sarah Poncio, se envolveu em um acidente grave no dia 30 de julho do ano passado, quando atropelou um adolescente, por volta das 23h, na Avenida Lúcio Costa, próximo ao Posto 3, na Barra da Tijuca. Testemunhas contaram que o modelo estava pilotando uma motocicleta em alta velocidade, quando atingiu João Gabriel, que estava com a mãe atravessando a rua.

A vítima foi socorrida com vida, mas sofreu uma amputação traumática da perna esquerda. O adolescente foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde morreu.

Na primeira audiência de instrução do caso, Krupp admitiu que dirigia a mais de 100Km/h, contudo negou responder questionamentos do Ministério Público e do juízo da 4ª Vara Criminal da Capital. Ele estava preso desde agosto de 2022. 

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