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Segurança Pública

Socialite condenada a prisão por racismo contra filha de Gagliasso

Redação | Publicado em:

Reprodução



Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank celebraram, nesta sexta-feira (23), a condenação de Day McCarthy, socialite que cometeu racismo contra a filha do casal, Chissomo, a Títi, atualmnte com 11 anos. O caso aconteceu em 2017. 

“Hoje a gente vem celebrar uma vitória contra o racismo. E sabemos que, infelizmente, esta vitória acontece por termos visibilidade e brancos e, portanto, mais ouvidos que a população negra que, desde que foi sequestrada para este país, não para de gritar e sangrar. Nunca é tarde, mas ainda é tarde”, escreveu o casal nas redes sociais. 

A acusada foi sentenciada a oito anos, nove meses e 13 dias de prisão em regime fechado. Esta é a primeira vez que o Brasil impõe uma pena em regime fechado para um caso de racismo.

A decisão, proferida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, determina que a pena deve ser cumprida imediatamente, embora a ré ainda possa recorrer. Além da pena de reclusão, Day McCarthy foi condenada a arcar com as custas processuais.

Bruno e Giovanna usaram as redes sociais para compartilhar seu alívio e satisfação com a sentença, destacando a importância histórica da decisão. O casal ressaltou que, apesar dos privilégios que possuem, o processo foi longo e desafiador. 

“Seguimos confiantes na atuação consistente do judiciário para assegurar que crimes de racismo sejam devidamente reconhecidos e punidos. Como pais, estamos emocionados e agradecemos: a comoção pública foi fundamental para este avanço. Não temos mais nada a declarar, mas seguiremos vigilantes porque o racismo está longe de acabar”, concluiu o casal. 

O caso

O episódio começou em 2017, quando Day McCarthy fez postagens racistas contra a filha do casal, Chissomo, conhecida como Títi, que na época tinha apenas quatro anos. O caso provocou uma grande revolta pública e levou Giovanna Ewbank a reagir publicamente.

O Ministério Público acusou Day de ofender a dignidade da menina, fazendo uso de referências explícitas à sua raça e cor, além de utilizar imagens da criança sem a autorização dos pais.

Day McCarthy, que se diz escritora e reside no Canadá, já havia sido condenada em audiência cível a pagar R$ 180 mil, valor que alegou não ter condições de quitar.

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