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Segurança Pública

Governanta é presa acusada de roubar R$2 milhões de idosa no Rio

Redação | Publicado em:

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governanta presa em Mage ct pcerj
Prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Niterói (76ª DP). Foto: PCERJ



Foragida há três anos, uma ex-governanta, de 60 anos, foi presa na tarde desta sexta-feira (4), em um sítio da região rural de Magé, na Baixada Fluminense. Com mandado de prisão preventiva em aberto, ela é acusada de ter desviado mais de R$2 milhões de uma idosa, de 85 anos, para quem trabalhou por cerca de 15 anos numa cobertura do bairro Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.



A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia do Centro de Niterói (76ª DP), empenhados na Operação Vetus — uma iniciativa do Ministério da Justiça para combater crime contra idosos em âmbito nacional. A mulher responde por crimes de Lavagem de Dinheiro e Associação Criminosa, além de ter sido enquadrada no artigo 102 da Lei 10.741 (apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão ou outro rendimento de idoso).



O mandado de prisão foi expedido com base em um inquérito desenvolvido pela Delegacia de Proteção a Terceira Idade (DEAPTI). Entretanto, as investigações começaram em 2012 pela Delegacia Fazendária (Delfaz) após a apreensão de um cheque de R$10 mil em nome da idosa, durante a interdição de um bingo clandestino na Zona Sul do Rio.



A partir daí os agentes descobriram que ex-governanta, que era procuradora e administrava as finanças, movimentações bancárias e aplicações financeiras da vítima, era frequentadora assídua de bingos clandestinos e aproveitava a relação de confiança e amizade que mantinha com a idosa para desviar os recursos, emitir cheques, fazer transferências bancárias e resgates de aplicações financeiras em proveito próprio.



Segundo testemunhas ouvidas durante as investigações, a ex-governanta chegou a perder mais de R$100 mil numa só noite em apostas em um bingo clandestino e, por conta disso, ela se passava por uma pessoa muito rica e bem-sucedida. Com o dinheiro desviado da vítima, ela também teria investido R$250 mil na montagem de um restaurante em Nova Iguaçu, também na Baixada, em sociedade com um amante que conheceu trabalhando em um bingo.



Além disso, segundo a polícia, a acusada ainda presenteou o amante com um carro de luxo e submeteu-se a vários procedimentos estéticos para rejuvenescimento. Ao todo, as investigações da DEAPTI com apoio do Núcleo de Lavagem de Dinheiro, apontaram que foram desviados mais R$ 2 milhões do patrimônio da idosa.


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