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Esportes

Corinthians ainda não consegue derrubar transfer ban da CBF e Fifa

Redação | Publicado em:

Rodrigo Coca/Agência Corinthians



O Corinthians ainda não conseguiu derrubar o transfer ban imposto pela CBF, que impede o registro de novos atletas, mesmo após o pagamento de uma parcela atrasada referente à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). A sanção também está ligada a uma dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres, que mantém o transfer ban ativo pela Fifa há mais de quatro meses.

A punição nacional foi aplicada em meados de outubro, após o clube atrasar uma parcela de aproximadamente R$ 7 milhões. Apesar de ter quitado o valor no mesmo dia, o Corinthians aguardava a revogação da sanção, mas a CBF ainda não deu retorno e não estipulou um prazo para a retirada da medida. A entidade, no entanto, quer que a próxima parcela da CNRD, com vencimento em janeiro, seja paga dentro do prazo, como forma de demonstrar que o clube não terá novos atrasos.



A sanção também afetou as categorias de base, obrigando o clube a remanejar jovens atletas que já treinavam entre os profissionais para a disputa da Copinha. Entre os jogadores impactados estão Luiz Gustavo Bahia, Thomas Lisboa, João Vitor Jacaré e Gui Amorim.

O problema começou quando o Corinthians atrasou o pagamento de uma parcela da CNRD, cujo prazo venceu em 17 de outubro. O Cuiabá, um dos principais credores, acionou a CBF para cobrar providências. O clube paulista alegava ter cinco dias úteis para regularizar a situação, mas foi surpreendido pela sanção e efetuou o pagamento de imediato.

O Corinthians já havia enfrentado atraso em setembro, mas conseguiu quitar a parcela dentro do prazo de tolerância da CBF. Atualmente, o plano de pagamento homologado na CNRD tem valor total de R$ 76 milhões, prevendo que atrasos reiterados podem gerar um transfer ban de pelo menos seis meses, sem possibilidade de suspensão.

Apesar da sanção, a diretoria do Corinthians acompanha o mercado e pretende realizar contratações pontuais, caso consiga derrubar o transfer ban. A preferência é por empréstimos ou jogadores livres. O clube já tem aval do Conselho de Orientação (Cori) para um empréstimo de R$ 100 milhões, caso necessário.

Além disso, a diretoria conta com receitas previstas para dezembro, como a cota de televisão da Liga Forte União (LFU) e a premiação da Copa do Brasil, que pode render R$ 77 milhões ao campeão ou R$ 33 milhões ao vice, valores que ajudariam a quitar o transfer ban e equilibrar o orçamento de 2026, já aprovado pelo Conselho Deliberativo, que prevê uma redução de gastos severa.

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