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Polícia investiga denúncia de estupro coletivo em banheiro de escola

Redação | Publicado em: - Atualizado 7 meses atrás

O caso foi registrado no 46º Distrito Policial, em Perus, e encaminhado ao 74º Distrito Policial/Foto: Freepick

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo de um estudante de 12 anos em uma escola estadual na zona norte da capital paulista. O crime teria ocorrido dentro de um dos banheiros da unidade, envolvendo quatro alunos. ebcA vítima também foi ameaçada de não contar o crime.

O caso aconteceu no dia 27 de fevereiro e foi registrado pela Polícia Civil como ato infracional por estupro de vulnerável. De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do menino procurou a polícia após perceber que o filho apresentou um comportamento atípico ao voltar da escola.

Diante da mudança de comportamento, a mulher perguntou ao filho mais velho se ele sabia o que havia acontecido. O irmão disse que um colega de sala retirou o menino do banheiro da escola depois de notar um comportamento incomum entre alguns estudantes no local.

Em seguida, o irmão conversou com o garoto, que relatou ter passado por um episódio dentro do banheiro da escola envolvendo quatro alunos do 7º e 9º anos.

A mãe, então, procurou a escola no dia 2 de março para pedir providências. Segundo o boletim de ocorrência, os responsáveis por dois dos adolescentes foram chamados pela direção da unidade.

Ainda de acordo com o registro policial, durante esse encontro um dos estudantes teria se dirigido ao garoto e dito para ele “pensar bem” sobre o que contaria à direção, afirmando que poderia agredi-lo na saída da escola caso insistisse na denúncia.

O caso foi registrado no 46º Distrito Policial, em Perus, e encaminhado ao 74º Distrito Policial, responsável pela área onde a escola está localizada. O adolescente e a mãe prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (10). Os responsáveis pelos suspeitos também já foram ouvidos, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Cícero Simão.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou, em nota, que detalhes do caso estão sendo preservados por envolver menores de idade.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou, em nota, que equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.

Segundo a mãe da vítima, a escola ofereceu acompanhamento com um psicólogo dentro da unidade. No entanto, o menino não consegue frequentar o local após o ocorrido. “Não tem condições do meu filho ir lá”, afirma a mãe dele. “Nas circunstâncias em que ele está, precisava ser acompanhado, e não está. Optamos pelo SUS, e estamos na fila de espera.”

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