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Segurança Pública

Pai de argentina acusada de racismo no Rio repete o gesto da filha

Redação | Publicado em:

Menos de um dia após a influenciadora e advogada argentina Agostina Páez retornar à província de Santiago del Estero, a família voltou a se envolver em uma polêmica que repercutiu na imprensa local.

Mariano Páez, pai de Agostina, ré acusada de racismo contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio, apareceu em um vídeo imitando gestos de macaco, semelhantes aos realizados por sua filha no Brasil. As imagens viralizaram nas redes sociais nesta sexta-feira (3).

No vídeo, divulgado por um site local, Mariano aparece dentro de um bar na Argentina reproduzindo os gestos. Durante a gravação, ele afirma: “Eu tenho asco do estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, diz ele na gravação.

Além desse vídeo, também circulou outra gravação em que o empresário afirma que foi ele quem pagou a fiança de US$ 18 mil para que a filha responda ao processo em liberdade e que não recebeu dinheiro público.

A própria filha Agostina demonstrou abatimento com a repercussão do vídeo. A jovem advogada publicou um posicionamento nas redes sociais em que se desvincula das atitudes do pai.

“O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos”, afirmou.

Ela acrescentou que não tem relação com o conteúdo que circula. “Não tenho absolutamente nada a ver com isso. Eu estava em casa, acompanhada de amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo”, escreveu.

Em seguida, disse que o pai esteve presente durante o período difícil que enfrentou, mas ressaltou que não pode ser responsabilizada pelas atitudes dele.

Em entrevista a um programa ao vivo, Mariano declarou que o vídeo teria sido produzido com inteligência artificial e afirmou que teriam pedido “5 milhões de dólares” para que o conteúdo não fosse divulgado.

Esta não é a primeira controvérsia envolvendo o empresário argentino, que atua no setor de transportes. Ele já foi preso por um mês por violência de gênero. Segundo o portal Info del Estero, Mariano é acusado de ameaçar e agredir sua ex-companheira, a advogada Estefanía Budan, em novembro do ano passado. O empresário obteve habeas corpus e está em liberdade, cumprindo medidas cautelares, usando tornozeleira eletrônica e proibido de se aproximar da vítima e de seus familiares.

Agostina, por sua vez, abriu processo contra a vítima na Argentina, alegando ter sido exposta nas redes sociais junto com sua irmã. O caso ainda tramita na Justiça do país.

Relembre o caso

O episódio envolvendo Agostina ocorreu em janeiro. De acordo com o funcionário de um bar em Ipanema, a turista argentina teria chamado o empregado de “negro” de forma discriminatória após uma discussão sobre o valor da conta, além de fazer gestos e sons imitando um macaco.

A ré afirmou que reagiu dessa forma após supostos gestos obscenos de funcionários do bar, mas disse que se arrependeu posteriormente.

No dia 31 de março, Agostina retirou a tornozeleira eletrônica com autorização judicial para deixar o Brasil e retornar à Argentina. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), ela compareceu à Central de Monitoração Eletrônica após pagar caução equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil.

Embora tenha deixado o país, a advogada argentina deverá manter seus contatos e endereços atualizados por meio de seu advogado, comprometendo-se a atender a todas as intimações. O valor da caução funciona como garantia de cumprimento de eventual pena imposta pela Justiça do Rio de Janeiro.

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