Um homem, acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubos de farmácias foi preso nesta segunda-feira (4) na Região Central do Rio.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo opera de maneira estruturada, priorizando o roubo de medicamentos de alto valor comercial, com foco em canetas emagrecedoras e cosméticos de luxo. A escolha dos produtos se deve à facilidade de revenda no mercado ilegal. O mandado de prisão foi cumprido na comunidade do Morro de São Carlos, no bairro Estácio, onde o investigado foi localizado e detido sem apresentar resistência.
Pega ladrão
Dando continuidade à diligência, equipes das delegacias da Praça da Bandeira (18ª DP) e Tijuca (19ª DP) se deslocaram até o bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste. No local, em uma residência pertencente a outra integrante da quadrilha, foi apreendida uma vasta quantidade de medicamentos roubados. A mulher conseguiu fugir instantes antes da chegada dos policiais, e as autoridades mantêm buscas para localizá-la.
Ainda segundo a polícia, a investigação que resultou na prisão desta segunda teve como base um roubo ocorrido em 2 de fevereiro de 2026, em uma drogaria na Rua São Francisco Xavier, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.
A ocorrência foi registrada na Delegacia do Fonseca (78ª DP), que assumiu o comando das investigações. Através de diligências, o setor de inteligência descobriu que o veículo usado na fuga era alugado, registrado no nome de um dos participantes da invasão.
O titular do contrato de locação do carro foi detido pela polícia no Centro do Rio. De acordo com informações da delegacia, o acusado não apresentava anotações criminais prévias. O carro foi apreendido e encaminhado para perícia técnica, visando a coleta de evidências biométricas.
A polícia não informou, no entanto, se os casos estão relacionados.
Crime ambiental
Além das acusações de roubo majorado e associação criminosa, o detido responderá por crime ambiental. No momento da captura, ele possuía ilegalmente um exemplar de macaco-prego, que foi resgatado e encaminhado para órgãos ambientais competentes.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e desmantelar a rede de receptação que sustenta a comercialização ilegal dos medicamentos roubados pela quadrilha.