Um homem acusado de matar uma colega de trabalho foi preso nesta segunda-feira pela Polícia Civil em Irajá, na Zona Norte do Rio. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), ele também tentou dificultar a investigação ao alterar provas e apagar registros ligados ao crime.
O feminicídio ocorreu em junho de 2025, na Comunidade do Para Pedro, no bairro Colégio. De acordo com as investigações, o acusado e a vítima retornaram juntos de uma festa em um carro de aplicativo até a residência da mulher. Ao chegarem ao local, a mulher foi atacada com dezenas de facadas após uma luta corporal.
Ainda segundo a Polícia Civil, mesmo após o assassinato, o homem continuou frequentando normalmente o local onde trabalhava com a vítima.
Durante as diligências, os agentes identificaram contradições no depoimento apresentado pelo acusado. Um relógio apreendido com ele apresentou resultado positivo para sangue humano compatível com o DNA da vítima.
A investigação também apontou indícios de tentativa de obstrução. Entre os elementos levantados pelos policiais estão a troca das roupas utilizadas no dia do crime e a exclusão de conversas no celular do acusado.
Após trabalho de inteligência da DHC, o homem foi localizado em Irajá, onde os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva pelo crime de feminicídio.