O piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro, morto neste mês após ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, vai receber a Medalha Tiradentes post mortem (após a porte). A honraria é a maior concedida pelo Parlamento fluminense.

A homenagem foi aprovada nesta quinta-feira (28) pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em discussão única, por meio do Projeto de Resolução 2.160/25, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (PL). O texto segue para promulgação do presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL), e será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Legislativo.
Segundo Amorim, a homenagem pretende reconhecer e enaltecer a coragem, a dedicação e o espírito de serviço público do policial.
“Felipe Marques foi um profissional que, ao longo de sua trajetória, demonstrou absoluto compromisso com a segurança da população fluminense e com o bom desempenho das atividades operacionais da Polícia Civil do Estado”, afirma o parlamentar.
O policial integrou inúmeras ações de alta complexidade. No início de 2025, durante operação policial em que atuava como copiloto do helicóptero da Polícia Civil, foi atingido por disparo de fuzil enquanto cumpria missão oficial.
O episódio, ainda segundo Amorim, evidencia o grau de risco a que são submetidos os agentes da Segurança Pública. “Mesmo diante do perigo iminente, eles se mantêm firmes na proteção da sociedade”, completa o deputado.
Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, a deputada Martha Rocha (PDT), homenageou a trajetória de Felipe. “Ele viveu o que o hino da Polícia Civil diz: colocar a sua vida em prol da população. E nada mais justo do que também homenagear esse servidor com uma Medalha Tiradentes”, afirma Martha Rocha.
Durante a sessão, o deputado Luiz Paulo (PSD) sugeriu que fosse incluída na medida a palavra post mortem.
“Em 2025, a proposta estava absolutamente correta de dar a Medalha Tiradentes e o respectivo diploma ao piloto policial Felipe Marques Monteiro, do Core, mas, infelizmente, ele faleceu este ano”, explica. A alteração foi acatada pelos demais parlamentares.