Um bebê foi socorrido em estado grave após se afogar na piscina de uma residência em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na última segunda-feira (8) e reacendeu o alerta de especialistas sobre os perigos que ambientes domésticos com água representam para crianças pequenas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a criança não sabia nadar e teria caído na piscina ao tentar alcançar uma bola. Após o acidente, ela foi levada para o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, onde recebeu atendimento médico.
O episódio chama atenção para uma realidade preocupante no país. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) apontam que o afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos no Brasil.
Ao contrário do que muitos imaginam, os afogamentos não ocorrem apenas em praias, rios e cachoeiras. Cerca de 50% dos casos envolvendo crianças acontecem no ambiente doméstico.
Piscinas residenciais lideram as ocorrências, mas outros locais também representam risco. Banheiras, caixas d’água, cisternas, baldes e até máquinas de lavar podem se transformar em armadilhas para crianças pequenas.
Especialistas explicam que bastam poucos centímetros de água para que uma criança corra risco de afogamento.
De acordo com a SOBRASA, situações aparentemente inofensivas podem terminar em tragédia em questão de segundos.
Uma distração momentânea, a tentativa de pegar um brinquedo ou uma bola próxima à água e a ausência de barreiras de proteção estão entre os fatores mais comuns registrados nos acidentes.
O secretário-geral da entidade, Dr. David Szpilman, destaca que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir os números.
Segundo ele, a supervisão permanente de um adulto e medidas simples de segurança podem evitar a grande maioria das ocorrências.