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Maricá

Quem era a mulher que morreu após queda em área de rapel em Maricá

Tayná Ferreira | Publicado em: - Atualizado 4 meses atrás

Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, que morreu na tarde de domingo (14) após sofrer uma queda enquanto se preparava para a prática de rapel na Gruta do Spar, localizada na Rua Herotides da Costa Bezerra, no distrito de Inoã, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, era praticante experiente do esporte há vários anos. A informação foi confirmada ao ENFOCO por um amigo da vítima.

O homem, que preferiu não ser identificado e também presenciou o acidente, relatou que estava ao lado de Rosemary no momento da queda. Segundo ele, a vítima, moradora de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, havia ido a Maricá acompanhada de um grupo de praticantes para participar da atividade.

“Ela já praticava rapel há muitos anos. Infelizmente, perdeu o equilíbrio e caiu”, afirmou.

Nas redes sociais, Rosemary costumava compartilhar publicações sobre causas ligadas à proteção animal, especialmente a divulgação de adoção de gatos abandonados.

A vítima deixa marido e filhos. De acordo com amigos, ela completaria 60 anos daqui a quatro meses.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a data, o horário e o local do velório e sepultamento.

Queda

De acordo com informações registradas na 82ª DP (Maricá), o acidente ocorreu por volta das 13h18. Rosemary participava da atividade ao lado de um grupo de praticantes quando sofreu a queda.

Conforme relatos prestados à polícia, momentos antes do acidente, a vítima passava repelente nas pernas devido à grande quantidade de mosquitos na região, enquanto finalizava a colocação dos equipamentos de segurança. Ao se posicionar próxima à borda de uma descida íngreme que dá acesso à gruta, ela teria escorregado e perdido o equilíbrio.

Segundo o registro da ocorrência, Rosemary caminhava por uma curta trilha próxima ao ponto de ancoragem quando levantou uma das pernas para aplicar o repelente. Nesse momento, o pé de apoio teria escorregado, fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e fosse projetada em direção ao precipício.

Uma testemunha informou aos policiais que estava ao lado da vítima no momento do acidente. Em depoimento, ela relatou que tudo aconteceu de forma muito rápida. Ainda segundo a testemunha, o instrutor responsável pela atividade tentou segurá-la e chegou a correr o risco de ser arrastado junto durante a tentativa de resgate.

No entanto, devido à forte inclinação do terreno, composto por pedras e pedregulhos, não foi possível impedir a queda. Segundo ela, qualquer tentativa mais incisiva de resgate poderia ter colocado outras pessoas em risco.

O instrutor também prestou depoimento à polícia. Ele informou que, após a chegada do grupo ao local e antes do início da atividade, todos os equipamentos foram posicionados em uma área considerada segura, sendo realizados os procedimentos preparatórios para a descida. Segundo o relato, a vítima estava equipada com luvas, capacete e demais itens de proteção individual exigidos para a prática.

O guia afirmou que correu em direção à mulher ao perceber a situação e tentou segurá-la pelo braço, mas não conseguiu alcançá-la a tempo. Ele relatou ainda que chegou a se lançar em sua direção, conseguindo evitar a própria queda ao se agarrar a uma raiz existente no local. Logo depois, a vítima despencou e atingiu a área localizada abaixo da encosta.

O que diz a Prefeitura

Procurada para esclarecer se caberia ao município interditar o local após o acidente, a Prefeitura de Maricá informou, por meio de nota, que a área onde ocorreu a queda é de propriedade privada e está localizada dentro dos limites do Refúgio de Vida Silvestre Municipal de Maricá (Revis).

Segundo o município, por se tratar de uma área particular, a Prefeitura não é responsável pela autorização, fiscalização ou eventual interdição das atividades de rapel realizadas no local.

“A Prefeitura de Maricá informa que a área citada é privada e está inserida nos limites do Refúgio de Vida Silvestre Municipal de Maricá (Revis). Por se tratar de propriedade particular, a Prefeitura não é responsável pela autorização, fiscalização ou interdição de atividades de rapel realizadas no local”, informou a administração municipal.

Resgate e investigação

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a mulher morreu ainda no local. Os militares foram acionados para realizar a operação de resgate do corpo, que ocorreu em uma área de difícil acesso.

O corpo foi retirado do local por volta das 18h e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São Gonçalo.

A Polícia Civil informou que uma perícia foi realizada na área do acidente e que testemunhas foram ouvidas. Segundo a instituição, outras diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da queda.

Local do acidente

A área onde ocorreu o acidente é conhecida por receber praticantes de esportes de aventura e visitantes em busca de atividades ao ar livre.

A Gruta do Spar abriga galerias de antigas minas desativadas há mais de 50 anos, utilizadas anteriormente para a extração de minerais como malacacheta e feldspato.

O espaço também conta com um lago natural, vegetação típica da Mata Atlântica e uma formação rochosa com cerca de 40 metros de altura, frequentemente utilizada para a prática de rapel e outras atividades de aventura.

Tayná Ferreira

Jornalista formada, apaixonada por contar histórias e dar voz a diferentes realidades. Atua principalmente na produção de reportagens especiais e na cobertura de temas relacionados a segurança pública e cidades. Estudante de Libras e defensora da causa animal. Instagram: @taynafjornalismo

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