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Esportes

Seleção do Irã desabafa sobre ‘injustiça’ sofrida na Copa do Mundo

Redação | Publicado em:

Irã desabafa sobre injustiça nos Estados Unidos durante Copa do Mundo
Encontro do presidente da FIFA, Gianni Infantino, com a delegação iraniana gerou sentimento de frustração na equipe. Foto: Redes sociais

A Seleção de Futebol do Irã vem sendo impactada nesta edição da Copa do Mundo, devido ao recente conflito entre o país do Oriente Médio e os Estados Unidos. Após o empate por 2 a 2, contra a Nova Zelândia, na noite desta segunda-feira (15), o técnico da equipe, Amir Ghalenoei, fez um desabafo ao lado dos jogadores diretamente ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

A conversa começou logo depois da partida acabar, quando a equipe técnica e de jogadores do Irã se reunia no véstiario. A delegação foi surpreendida por uma visita de Infantino, que manifestou preocupação com a notícia de que os iranianos deveriam deixar os Estados Unidos imediatamente e retornar ao México, onde faziam estadia antes da estreia.

O constrangimento foi suficiente para iniciar o desabafo dos jogadores e treinador Amir Ghalenoei, que afirmou que a seleção vem sofrendo um tratamento opressor da FIFA. Além dele, o capitão do time em campo, Mehdi Taremi, se indignou e criticou a logística imposta pela organização.

Segundo o jogador, não faz sentido outras seleções chegarem para treinar nos Estados Unidos duas semanas antes de uma partida, enquanto os iranianos chegaram apenas alguns dias antes.

“Estão nos obrigando a voltar antes da hora. Eles estão fazendo a situação mais e mais difícil. Era previsto que ficássemos esta noite para nos recuperarmos. Tudo parece um grande desastre para nós“, disse o atleta.

Durante a conversa, o presidente da FIFA teria prestado certa solidariedade aos jogadores, tentando animá-los para as partidas que ainda estavam por vir.

“Vocês mostraram a suas famílias, amigos e povo que vocês estão na Copa do Mundo, que podem competir e que ainda têm mais dois jogos pela frente. Neles vocês vão deixar, de novo, todo o mundo orgulhoso. Obrigado por estarem aqui“, disse Infantino.

Atrasos e complicações

Não é nova a sensação de não pertencimento dos iranianos em solo norte-americano. Na ida de Tijuana, no México, até Los Angeles, era esperada uma viagem, mas que, na verdade, durou cerca de cinco horas, prejudicada por atrasos no processo de imigração.

De acordo com Mehdi Taremi, o impacto da recepção do país anfitrião nos jogadores foi notório. O período de treino, que foi curto, também foi cansado, devido ao desgaste e atraso nas viagens.

Via The Guardian

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