O fenômeno climático El Niño deve provocar impactos no estado do Rio de Janeiro nos próximos meses, segundo projeções meteorológicas internacionais. As estimativas indicam aumento das temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes, períodos de estiagem intercalados com chuvas intensas e maior risco de incêndios florestais.
Diante desse cenário, o governo estadual vem ampliando uma rede integrada de monitoramento, prevenção e resposta para reduzir riscos à população e à infraestrutura.
A Secretaria Estadual de Defesa Civil coordena as ações e mantém monitoramento contínuo por meio do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, que opera 24 horas por dia.
O estado também estruturou a Força Especializada da Defesa Civil, preparada para atuar em diferentes regiões em situações de emergência ou desastre climático.
Segundo projeções internacionais, há uma probabilidade de 96% de consolidação do fenômeno até o verão de 2027, o que reforça o cenário de atenção prolongada.
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro já colocou em prática a Operação Extinctus 2026, voltada à prevenção e ao combate de incêndios florestais durante o período de estiagem.
A operação inclui mobilização de equipes especializadas, monitoramento de áreas de risco e uso de recursos terrestres e aéreos para resposta rápida a focos de incêndio.
Na área de energia, o Centro de Gerenciamento de Riscos e Emergências conclui um Plano de Contingenciamento Setorial voltado à prevenção de impactos no fornecimento elétrico. O trabalho é desenvolvido em conjunto com concessionárias como Light, Enel e Energisa, com foco em aumentar a resiliência da rede diante de eventos extremos.
Já no abastecimento de água, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos vem ampliando o monitoramento de mananciais. A empresa inaugurou um Centro de Monitoramento Ambiental que utiliza sensores, drones e sistemas em tempo real para acompanhar as principais bacias hidrográficas, incluindo a Bacia do Rio Paraíba do Sul, estratégica para o estado.
Na saúde, a Secretaria Estadual vem desenvolvendo desde 2024 ações de adaptação às mudanças climáticas. As medidas incluem monitoramento de ondas de calor, chuvas intensas e riscos ambientais, além de painéis de acompanhamento diário dos impactos climáticos sobre a população nos 92 municípios fluminenses.