Um juíz federal de Manhattan condenou, nesta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll. A decisão ocorreu após a Suprema Corte norte-americana negar o recurso do republicano, que terá que pagar uma indenização de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 29,9 milhões).
A multa original, avaliada em U$ 5 milhões (cerca de R$ 25,8 milhões), acumula juros desde 2023, quando o caso veio a veredito. Em 29 de junho deste ano, a defesa de Carroll já havia solicitiado a liberação de fundos do atual presidente.
Pouco menos de 1 hora depois da determinação, a defesa de Donald Trump recorreu e emitiu um comunicado em retaliação à decisão do juíz.
“O povo americano apoia o presidente Trump e exige o fim imediato de todas as caças às bruxas, incluindo a farsa financiada pelos Democratas travestida do caso Carroll“, disse um dos advogados do presidente.
Trump foi acusado de abuso sexual pela escritora pela primeira vez em 2019, quando Carroll contou que o crime ocorreu em um provador de uma loja da Bergdorf Goodman, em Manhattan, em 1996. Ele negou a acusação e declarou que Carroll fez a acusação para promover a própria carreira.
No mesmo ano, ela denunciou Trump por difamação, acusando o republicano de mentir para manchar a carreira dela. Em ambos os casos, Trump foi condenado, mas continua a recorrer na Justiça com recursos.
Via Al Jazeera