O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta semana um alerta consular orientando brasileiros a não viajarem para áreas diretamente afetadas pela escalada do conflito no Oriente Médio. A recomendação vale para Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza e Iêmen.
O Itamaraty também desaconselhou viagens não essenciais para outras nações da região, entre elas Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. Apesar do cenário de tensão, o governo informou que, até o momento, não há restrições para conexões aéreas nesses países.
Orientações para brasileiros na região
Na nota oficial, o ministério orienta os brasileiros que já estão nesses territórios a acompanhar as atualizações divulgadas pelas embaixadas do Brasil e a seguir rigorosamente as determinações das autoridades locais.
Entre as recomendações estão evitar aglomerações e manifestações, além de não fotografar ou filmar instalações militares, veículos das forças armadas ou qualquer ocorrência relacionada ao conflito. Segundo o Itamaraty, esse tipo de registro pode ser interpretado como infração às leis locais e resultar em detenção.
O governo brasileiro também aconselha que não sejam compartilhados nas redes sociais vídeos, fotos ou comentários sobre os confrontos que possam ser considerados ofensivos à segurança nacional dos países envolvidos.
Outra orientação é que os brasileiros só deixem suas residências quando houver condições seguras para deslocamento. Em caso de cancelamento de voos, a recomendação é procurar diretamente a companhia aérea para remarcar as passagens. Além disso, o Itamaraty reforça a importância de manter os documentos de viagem atualizados, com validade mínima de seis meses.
Conflito se intensifica
O alerta foi emitido em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio. Na terça-feira (21), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter realizado um ataque contra um centro de dados da Amazon, localizado no Bahrein.
As autoridades do Bahrein confirmaram ataques iranianos contra o país e classificaram a ação como ilegal, afirmando que sistemas de defesa conseguiram interceptar diversos projéteis. O governo local, porém, não detalhou quais áreas foram atingidas.
O Irã também anunciou ofensivas contra radares e sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos na Base Aérea de Jaber, no Kuwait, além de ataques direcionados a instalações militares norte-americanas na Jordânia.
Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos informou que realizou bombardeios contra bases militares iranianas, instalações marítimas, plataformas de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea.
Tensão atinge setor energético
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom ao ameaçar o complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, nas proximidades das instalações nucleares de Natanz.
Com a intensificação do conflito e o enfraquecimento das negociações entre Washington e Teerã, o mercado internacional reagiu. O petróleo voltou a registrar alta nesta semana, e o barril do tipo Brent avançou cerca de 2%, alcançando a marca de US$ 90.
Com Agência Brasil…