A Operação Torniquete resultou na prisão de um homem investigado por integrar uma organização criminosa especializada em roubos de celulares na Zona Sul do Rio de Janeiro. A captura aconteceu na segunda-feira (27), em Ipanema, após policiais civis identificarem uma motocicleta com registro de roubo circulando pela região. O suspeito tentou escapar da abordagem, mas perdeu o controle do veículo durante a fuga e acabou preso em flagrante por receptação.
A ação foi conduzida por agentes da 13ª Delegacia de Polícia (Ipanema), com apoio da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). O sistema de monitoramento identificou a motocicleta seguindo em direção à Zona Sul, permitindo que as equipes montassem um cerco em um dos trajetos mais prováveis.
Segundo as investigações, ao perceber a aproximação da viatura, o investigado acelerou e entrou na Rua Xavier Leal, em Ipanema. A Polícia Civil apurou que ele teria mudado o percurso para tentar roubar o celular de uma mulher.
Durante o acompanhamento, os policiais deram ordem de parada, mas o motociclista desobedeceu. Na tentativa de escapar, perdeu o controle da direção e colidiu contra a viatura da 13ª DP. Ele foi contido no local e preso em flagrante por receptação da motocicleta.
De acordo com a Polícia Civil, o homem é apontado como integrante de um grupo criminoso ligado ao Morro de São Carlos, investigado por praticar roubos de celulares na Zona Sul da capital.
As apurações indicam que os aparelhos subtraídos eram utilizados para aplicação de golpes financeiros, invasão de contas bancárias e realização de transferências fraudulentas, ampliando os prejuízos das vítimas. O suspeito já havia sido preso anteriormente em 2022 e 2024.
As investigações continuam para identificar a participação dele em outros crimes e localizar possíveis comparsas.
A prisão integra a segunda fase da Operação Torniquete, iniciativa voltada ao combate aos crimes de roubo, furto e receptação de cargas e veículos, práticas que, segundo a Polícia Civil, contribuem para o financiamento de organizações criminosas.
Desde setembro de 2024, a operação contabiliza mais de 1.070 prisões, além da recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 56 milhões. As ações também resultaram em pedidos de bloqueio de bens e valores superiores a R$ 70 milhões, reforçando o trabalho contínuo de enfrentamento às atividades criminosas no estado.