O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) informou nesta quinta-feira (30) que expulsou o então assessor parlamentar do vereador de Niterói, Professor Túlio. Ele foi preso na noite desta quarta-feira, acusado de participar de um estupro coletivo no bairro de Icaraí, na Região das Praias da Baía. A vítima é uma adolescente de 16 anos, moradora de São Gonçalo.
Em nota, o Diretório Municipal do Psol de Niterói afirmou que pediu desligamento imediato do filiado assim que soube da acusação e reafirmou o ‘compromisso’ da sigla na ‘defesa pelos direitos da mulheres’.
‘Inaceitável, seja investigado e que os culpados sejam responsabilizados’, disse, em nota.
O vereador também se manifestou sobre a prisão: “Assim que tivemos conhecimento do ocorrido, tomei as devidas providências para exonerar o assessor Matheus Gonçalves. Portanto, ele não pertence mais ao mandato”.
O caso
O caso suspeito de estupro coletivo, praticado contra uma adolescente de 16 anos, teria ocorrido nesta quarta-feira (29), em um imóvel localizado no bairro de Icaraí.
A polícia ainda investiga o número de envolvidos no crime. O único preso foi localizado no imóvel e já está no sistema prisional. Ao ser levado para o presídio, o então assessor parlamentar foi acompanhado por três advogados na delegacia.
De acordo com as Delegacia de Alcântara (74ª DP), a vítima mora em São Gonçalo e foi até Icaraí, onde teria sofrido o crime por um grupo de amigos. Após ficar bastante ferida, ela retornou para casa e precisou ser levada para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê.
Ainda de acordo com informações, a polícia investiga se o acusado usava o perfil da jovem em uma rede social para captar outros homens para praticar o crime.
Vereadora esclarece relação
Procurada mais cedo pela redação do Enfoco, a vereadora Benny Briolly (PT) se pronunciou sobre a exoneração do assessor acusado de abusar da adolescente. Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na câmara municipal, a parlamentar comentou que conhecia o servidor pela convivência dentro do Psol, mas que a relação nunca foi próxima.
‘Quero esclarecer que o investigado nunca integrou o meu cabinete. É verdade que trabalhamos juntos em um mesmo período no mandato da deputada federal Talíria Petrone (Psol), no entanto, isso não significa ter qualquer vínculo com os atos praticados por ele‘, disse a vereadora.
Benny também repudiou o episódio, prestou solidariedade à vítima e aos familiares, e pediu reflexão sobre a posição que o assessor ocupava dentro do partido quando foi acusado de cometer o suposto crime de estupro.
‘É urgente que todos os espaços políticos, inclusive em alguns da política e partidários, tenham autocrítica séria sobre como lidam com denúncias de violência praticadas por homens. A violência contra as mulheres não surge de um dia para o outro. Ela é fruto de uma cultura que naturaliza o controle, a agressão e o desrespeito. Já passou da hora de deixar de proteger os comportamentos desses homens‘, disse Benny Briolly.
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Com Tiago Souza e João Alves