A Fifa parece não ter aguentado a pressão e desistiu do plano de vender participações para grupos privados sobre as principais competições, como a Copa do Mundo e Copa das Confederações. É o que informou o New York Post (NY Post), na noite desta sexta-feira (31), que divulgou o encerramento da proposta que revoltou o mundo do futebol.
O plano havia sido anunciado na última terça-feira (28), onde o presidente da entidade, Gianni Infantino, fazia uma proposta de abrir a organização para investidores privadores, permitindo, além da participação monetária nas principais competições, a possibilidade de venda de parte da organização. Nessa proposta, a entidade poderia, inclusive, mudar de nome, passando a se chamar Fifa Forward Enterprises (FFE) com a entrada de novos empresários.
No decorrer dos dias, a iniciativa não caiu nada bem no gosto das federações globais de futebol, principalmente entras as europeias. Na quinta-feira (30), a Uefa decidiu, por votação unânime, boicotar a Fifa e ameaçar a saída dos países das competições, caso o plano de negócios avançasse. Em comum acordo, todas as 55 federações do continente se colocaram contra os planos do presidente Infantino.
Em tentativa de negociar com as nações, Infantino deu um prazo até setembro para o caso ser reavaliado, decisão que foi entendida pelos mais críticos como ‘suborno com prazo’.
Para aumentar a tensão, mais cedo, nesta sexta-feira (31), o assessor de Infantino e um dos principais executivos da Fifa, Carlos Cordeiro, decidiu renunciar o cargo em protesto à proposta do presidente. Agora, prestes a voltar atrás, a proposta deve soar como derrota histórica dentro da entidade máxima do futebol, necessitando novas conversas entre o presidente e as federações na tentativa de selar as pazes.
Via NY Post