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Segurança Pública

Cliente denuncia constrangimento após ser acusada de furtar roupa em shopping de São Gonçalo

Ezequiel Manhães | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

O caso foi registrado na 72ª DP (Mutuá). Foto: Arquivo/Enfoco

Uma ida ao shopping para comprar uma roupa para a filha terminou em constrangimento para a dona de casa Valéria Macedo, de 51 anos. Ela afirma ter sido acusada injustamente de furtar uma peça de roupa por um segurança da loja Riachuelo, no Shopping Partage, em São Gonçalo. Abalada, ela diz que começou a chorar, espalhou todos os seus pertences da própria bolsa no chão e agora busca reparação na Justiça.

Segundo o registro de ocorrência, o caso aconteceu na tarde do último sábado (1º), por volta de 17h45. Valéria contou que entrou na loja, pegou um short para avaliar e, após desistir da compra, devolveu a peça à arara antes de seguir em direção à saída. Foi nesse momento, segundo ela, que ocorreu a abordagem.

“Me abordou dizendo que era pra eu retirar de dentro da minha bolsa a blusa que eu havia furtado, dobrado e colocado dentro da minha bolsa”, relatou ao ENFOCO.

A mulher afirma que negou a acusação, mas o segurança insistiu. Em choque, ela resolveu esvaziar a bolsa e as sacolas na frente de todos.

“Comecei a chorar muito e despejei toda compra que eu havia feito fora do estabelecimento, em uma loja de rua, no chão. Ele vendo meu desespero se afastou e fingiu que nada tinha falado. A direção da loja veio até a mim e disse que ele não poderia de forma alguma abordar ninguém sem a autorização deles”, contou.

Abalada

Valéria disse que estava sozinha no momento da abordagem e que o marido só chegou depois, quando ela já conversava com a administração do shopping.

“Eu estava sozinha no momento do ocorrido. Meu esposo só chegou depois que consegui sentar dentro do shopping e conversar com a administração, onde preenchi uma ocorrência. Tenho áudios e filmagens dos administradores do shopping conversando comigo e tentando me acalmar. Sofro de depressão, ansiedade e tenho pressão alta”, afirmou.

Ela também relata que recebeu um pedido de desculpas da loja. “A loja disse que esse tipo de coisa não iria acontecer mais, pediu desculpas e se lamentou muito”, disse.

Apesar disso, afirma que pretende buscar indenização: “Procuro reparação na Justiça”, pontuou.

Imagens do shopping

A mulher contou que possui vídeos gravados após a abordagem, mas que o momento em que foi acusada não aparece porque só começou a filmar depois do ocorrido.

“Na filmagem não aparece o momento da abordagem. Ninguém espera que uma coisa dessa possa acontecer. Comecei a filmar a partir do momento em que joguei tudo no chão até o momento em que os administradores da loja vieram falar comigo. Aparece o fiscal da loja e os responsáveis vindo até a mim”, conta.

Ela também informou que voltou ao estabelecimento dois dias depois para registrar o episódio no livro de ocorrências.

“Tenho áudio do dia 3, quando retornei ao estabelecimento para registrar no livro de ocorrência a afirmação de que ele [segurança] não poderia fazer isso com ninguém. No dia eu passei muito mal, não tive condições alguma de fazer nada. Eu estava chorando e muito nervosa”, narrou.

Segundo Valéria, o responsável pela administração do Shopping Partage informou a ela que as imagens do circuito interno de segurança foram preservadas.

“Conversei com o responsável da administração do shopping na segunda-feira. E ele afirmou que está tudo guardado, a filmagem.”

O caso foi registrado na 72ª DP (Mutuá) como medida assecuratória de direito futuro, procedimento utilizado para preservar provas que poderão ser usadas em eventual ação judicial. Procurada, a Polícia Civil pontuou que ‘a comunicante prestou depoimento na unidade’.

O que diz o shopping

Procurado, o Shopping Partage informou, por meio de nota, que, ‘tão logo tomou conhecimento dos fatos, iniciou a apuração junto à operação envolvida’. Esclareceu, ainda, que a abordagem relatada não foi realizada pela equipe de segurança do Shopping.

‘O Shopping preza pelo respeito, cordialidade e excelência no atendimento de todos os seus clientes e acompanha o caso para o devido esclarecimento dos fatos’, afirmou.

Ainda de acordo com a administração do Shopping, ‘as imagens do sistema de monitoramento relacionadas ao ocorrido serão preservadas e poderão ser disponibilizadas, caso haja solicitação das autoridades competentes, policiais ou judiciais, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e ao artigo 5º, inciso X da Constituição Federal’.

Por se tratar de caso em apuração e envolver terceiros, o Shopping pontuou que ‘não fará comentários adicionais neste momento’.

O que diz a Riachuelo

Também questionada pela reportagem, a loja Riachuelo ainda não se manifestou sobre o caso. A matéria será atualizada caso haja retorno.

Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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