Um homem de 26 anos, investigado por homicídio qualificado e tentativa de feminicídio qualificado, morreu após um confronto com policiais civis durante o cumprimento de um mandado de prisão em Ponta Negra, em Maricá, na noite desta terça-feira (8).
A ação foi realizada por agentes da 82ª DP (Maricá), sob coordenação dos delegados Marcelo Machado e Rafael Azevedo. Segundo a Polícia Civil, o investigado atirou contra os agentes durante a abordagem.
De acordo com as informações da investigação, o homem era apontado como responsável pelo tráfico de drogas da facção Terceiro Comando Puro (TCP) na comunidade da Estação, em Ponta Negra.
Segundo a Polícia Civil, o investigado deixou a comunidade da Estação na garupa de uma motocicleta que seguia em alta velocidade e sem capacete.
Durante a abordagem, uma das equipes teria dado ordem de parada. Conforme o relato policial, o motociclista avançou na direção dos agentes, enquanto o passageiro, posteriormente identificado como o investigado, pulou da moto e entrou em uma área de vegetação às margens da via.
Ainda segundo a polícia, foi desse local que o homem efetuou disparos contra os agentes. Os policiais revidaram e, após o fim dos disparos, encontraram o investigado ferido no chão.
Com ele, os agentes apreenderam um revólver calibre .38 com a numeração raspada, contendo duas cápsulas deflagradas e quatro munições intactas. Um aparelho celular também foi recolhido.
O condutor da motocicleta conseguiu fugir.
Investigação por homicídio e tentativa de feminicídio
Contra o homem havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Maricá em 16 de setembro de 2025.
O documento é resultado de uma investigação conduzida pela própria 82ª DP, que apontou o homem como investigado pela autoria de um homicídio qualificado contra Kauã Faria da Silva e de uma tentativa de feminicídio qualificado contra Gabrielle de Farias Nunes.
As acusações ainda estavam sob investigação e não representam condenação definitiva.
Homem morreu no hospital
Após ser localizado ferido, o investigado recebeu atendimento dos próprios policiais que participavam da operação e foi levado ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
Segundo a Polícia Civil, ele recebeu atendimento médico, mas morreu posteriormente.
A perícia foi realizada no local do confronto e, de acordo com a corporação, as formalidades previstas para a ocorrência foram cumpridas.
O delegado Rafael Azevedo acompanhou os procedimentos e presidiu o auto de prisão em flagrante, que também envolveu a suspeita de tentativa de homicídio contra os policiais e porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada.