Um homem de 24 anos foi preso nesta madrugada de segunda-feira (28) por agentes da Patrulha Maria da Penha e da Ronda Ostensiva Municipal Urbana (ROMU) da Guarda Municipal de São Gonçalo, acusado de agredir a ex-companheira, de 26 anos. O crime ocorreu em um bar localizado no bairro Trindade, após o suspeito não aceitar o fim do relacionamento.
A prisão foi efetuada na Unidade de Pronto Atendimento (UMPA) de Nova Cidade, para onde o próprio suspeito havia levado a vítima, que estava desacordada.
De acordo com relatos de amigas da vítima, o grupo estava em um bar na Trindade quando o acusado se aproximou e passou a xingá-la. Ao pedir que ele se afastasse, a mulher teve um copo de cerveja arremessado contra o rosto e sofreu ameaças de morte.
Em seguida, o homem desferiu um golpe com um taco de sinuca no pescoço da vítima, provocando seu desmaio imediato. Populares contiveram o agressor logo após a violência.
A vítima foi colocada desacordada no carro do próprio suspeito e levada rumo à UMPA de Nova Cidade, acompanhada pelas amigas e pelo agressor durante todo o trajeto. No local, agentes da Guarda Municipal foram acionados, prestaram apoio à mulher e efetuaram a prisão do suspeito.
A vítima recebeu os primeiros socorros na UMPA e, posteriormente, foi transferida para o Pronto-Socorro Central (PSC), no bairro Zé Garoto, para a realização de exames, retornando à UMPA na sequência. Após a liberação médica, ela foi encaminhada à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), no Mutuá, onde o suspeito prestou depoimento, e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Histórico de violência e motivação
Segundo informações repassadas pela vítima à Guarda Municipal, o casal manteve um relacionamento por seis anos. O término ocorreu há cerca de dois meses devido a agressões regulares sofridas por ela, mas as investidas violentas teriam persistido. A briga registrada nesta madrugada teria sido motivada por ciúmes do acusado.
Denúncias de violência contra mulheres aumentam em 2026
O caso ocorre em um cenário de aumento no número de denúncias registradas pelo serviço Ligue 180, canal de atendimento à mulher mantido pelo Ministério das Mulheres.
Entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 98.705 denúncias de violência contra mulheres, segundo o Painel de Dados do Ligue 180, atualizado em 31 de julho.
O número representa aumento de 14,7% em relação às 86.025 denúncias registradas no mesmo período de 2025. Em números absolutos, foram 12.680 denúncias a mais nos primeiros sete meses deste ano.
O crescimento foi ainda maior no primeiro trimestre. Entre janeiro e março de 2026, o serviço registrou 45.742 denúncias, número 23,2% superior às 37.139 ocorrências contabilizadas nos três primeiros meses de 2025.
No primeiro semestre deste ano, o acumulado chegou a 86.272 denúncias.
Março teve maior número de registros
Entre os meses de 2026, março concentrou o maior número de denúncias no período analisado, com 16.864 registros.
Na sequência aparecem janeiro, com 15.609; abril, com 14.989; maio, com 13.387; fevereiro, com 13.269; julho, com 12.433; e junho, com 12.154.
Os dados são referentes às denúncias registradas pelo Ligue 180 e não representam, necessariamente, o número total de casos de violência contra mulheres no país, já que nem todas as ocorrências são denunciadas ao serviço.
Em situações de violência contra a mulher, o Ligue 180 é o canal nacional de atendimento e orientação.