Skip to content

Segurança Pública

Ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino é condenada a mais de 30 anos de prisão

Redação | Publicado em: - Atualizado 3 semanas atrás

Ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino é condenada a mais de 30 anos de prisão
Segundo o MPRJ, documentos originais eram retirados de processos e substituídos por versões falsificadas - Foto: Instagram

A ex-prefeita de Magé e ex-deputada estadual Núbia Cozzolino foi condenada a 36 anos, 11 meses e 10 dias de prisão por envolvimento em um esquema que manipulava processos judiciais de interesse pessoal. A decisão, obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), foi publicada na segunda-feira (28). Segundo a sentença, o grupo retirava documentos originais de processos e colocava no lugar versões falsificadas.

As fraudes ocorreram entre o início de 2017 e agosto de 2018 e atingiram ações civis públicas e processos por improbidade administrativa nos quais Núbia aparecia como ré. De acordo com o MPRJ, advogados ligados à ex-prefeita retiravam os autos físicos do cartório e devolviam os processos com folhas adulteradas.

As alterações poderiam modificar informações importantes das ações, como fatos, fundamentos, pedidos e valores. Em um dos processos, por exemplo, o valor da causa teria sido reduzido de R$ 500 mil para R$ 100 mil. Segundo o Ministério Público, o objetivo era diminuir possíveis consequências financeiras e evitar efeitos de uma eventual condenação, incluindo a inelegibilidade.

Para dar aparência de autenticidade às peças, o grupo teria produzido folhas timbradas do MPRJ e do Tribunal de Justiça, reproduzido assinaturas de promotores e de um magistrado, falsificado carimbos funcionais e utilizado etiquetas consideradas inidôneas.

A investigação analisou aproximadamente 110 processos, distribuídos em cerca de 750 volumes. Para recuperar os documentos originais, o MPRJ precisou comparar os processos físicos com arquivos preservados nos sistemas do próprio Ministério Público e do Tribunal de Justiça.

A Justiça reconheceu a existência de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação repetida para beneficiar Núbia. Além da ex-prefeita, foram condenados os advogados Bruno Augusto Duarte Lourenço, José Marcos Mota Ramos, Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco e Michele Macedo Deluca Alves.

Núbia foi condenada por quatro crimes de falsificação de documento público, quatro de supressão de documento público e por comandar uma organização criminosa. Bruno recebeu 29 anos e dois meses de prisão por três falsificações, três supressões de documentos e participação na organização criminosa. José Marcos foi condenado a 21 anos, quatro meses e 20 dias.

Aidê e Michele receberam, cada uma, pena de nove anos, oito meses e 20 dias de reclusão por uso de documento falso e participação em organização criminosa. Segundo a sentença, Aidê utilizou uma petição inicial adulterada em um recurso e Michele apresentou a mesma peça falsificada em outro momento do processo.

A sentença determinou regime inicial fechado para os cinco condenados. Apesar das penas, todos tiveram assegurado o direito de recorrer em liberdade.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Niterói vai recuperar teatro histórico fechado há mais de três décadas
Niterói

Niterói vai recuperar teatro histórico fechado há mais de três décadas

Papa Leão XIV reaparece após cirurgia no pulmão e promete voltar à rotina aos poucos
Brasil & Mundo

Papa Leão XIV reaparece após cirurgia no pulmão e promete voltar à rotina aos poucos

Niterói abre mil vagas para programa de auxílio-aluguel universitário
Niterói

Niterói abre mil vagas para programa de auxílio-aluguel universitário; saiba como fazer a inscrição

Morre Lua Branco, sucesso como ‘Roberta’, na versão brasileira de Rebelde
Brasil & Mundo

Morre Lua Branco, sucesso como ‘Roberta’, na versão brasileira de Rebelde