Estudantes secundaristas e universitários realizaram, nesta quarta-feira (7), uma manifestação no Centro do Rio em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026. Segundo organizadores, a mobilização teve como objetivo defender a educação pública, o fim da escala 6×1, a manutenção de direitos sociais e a democracia durante o pleito disputado contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
O ato teve início no começo da tarde, na região da Candelária, de onde os participantes caminharam pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. A caminhada reuniu jovens de diversas instituições de ensino da capital fluminense e de Niterói.
Na noite da última segunda-feira (5) atos foram realizados por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Alianças no segundo turno
Na terça-feira (6), em Goiânia, o candidato Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, durante encontro com empresários e lideranças do agronegócio. Caiado declarou que a decisão é coerente com sua trajetória de oposição ao PT.
Em resposta, o candidato do PL destacou a importância da aliança e recebeu um documento com propostas para uma eventual gestão federal.
Na ocasião, Flávio declarou intenção de inspirar-se nas políticas de segurança pública de Goiás e de São Paulo, defendendo o endurecimento de penas. Além disso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional formalizou apoio à sua candidatura no segundo turno.
Nesta quarta, o candidato do PL também obteve apoio formal da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, além do apoio do partido Novo, através do candidato Romeu Zema. 

No encontro, Flávio Bolsonaro reforçou seu interesse em fazer alterações na Constituição. Ele afirmou que existem questões tributárias e da redução da maioridade penal, entre outras mudanças, que precisam ser alteradas via Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Segurança Pública
Em encontro realizado com o Partido dos Trabalhadores, Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.
Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.
Crédito: EBC