A casa dos pais do empresário Marcos Matsunaga, morto pela esposa, Elize Matsunaga, em 2012, foi invadida nesta quarta-feira (14), no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Seis pessoas da família foram feitas reféns. Três dos quatro invasores foram mortos em confronto com agentes da Polícia Militar. Este é o segundo assalto registrado na residência.
O crime ocorreu no imóvel localizado na Rua Alberto Faria. Após a invasão, a Polícia Militar chegou ao local e deteve no andar térreo um dos autores dos autores do crime, um homem de 39 anos que foi preso em flagrante. No mesmo andar, os policiais encontraram e resgataram três funcionários da casa que estavam trancados em um cômodo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Equipes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) encontraram os outros três criminosos e houve troca de tiros. Dois deles morreram no local e um terceiro foi socorrido na UPA Lapa, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar abriu Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes, de acordo com SSP.
Um policial militar foi atingido por um disparo de arma de fogo durante o tiroteio e socorrido ao Hospital das Clínicas, onde permanece sem risco de morte.
Segundo a corporação, todas as vítimas foram libertadas sem ferimentos. A PM não informou quais membros da família estavam entre os reféns.
A casa dos pais do empresário já foi invadida em agosto de 2023. Na ocasião casal de idosos de 79 e 80 anos, e a neta deles, filha de Marcos e Elize, foram rendidos pelos bandidos.
Na época, foram levados cerca de R$ 20 mil em dinheiro, joias, relógios, celulares, um notebook, além de duas pistolas que estavam registradas no nome do idoso. Os suspeitos ficaram no imóvel por algumas horas e, antes de fugirem, amarraram as mãos das vítimas.
Caso Mastunaga
Marcos Kitano Matsunaga, dono da indústria de alimentos Yoki, foi morto e esquartejado pela esposa, Elize Matsunaga, em 2012. Ela foi presa no mesmo ano, condenada por matar o marido com um tiro na cabeça e esquartejar o corpo.
O crime aconteceu no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, em São Paulo. Partes do corpo foram espalhadas em áreas de mata da região metropolitana de São Paulo.
Ela foi condenada inicialmente a 19 anos e 11 meses de prisão, mas sua defesa entrou com recurso e, em 2019, conseguiu reduzir a pena para 16 anos e 3 meses.
Elize trabalhou na prisão e manteve bom comportamento, o que possibilitou que, em maio de 2022, conseguisse a progressão para o regime aberto.