O papa Leão XIV celebrou uma missa nesta sexta-feira (16) no Hospital Gemelli, em Roma, onde está internado desde terça-feira (13), quando passou por uma cirurgia para retirada de um câncer no pulmão direito. Durante a celebração, o pontífice agradeceu aos médicos, enfermeiros e demais profissionais pelo atendimento prestado aos pacientes e pelos cuidados dedicados a ele.
A cerimônia ocorreu ao meio-dia, em uma sala preparada no décimo andar da unidade hospitalar. Participaram integrantes das equipes médica e de enfermagem que estavam de folga, além de membros da Gendarmaria do Estado da Cidade do Vaticano.
Na homilia, Leão XIV destacou o trabalho dos profissionais que cuidam diariamente de pessoas doentes e em situação de fragilidade. O papa também agradeceu pela assistência recebida durante o período de internação.
Papa apresenta melhora após cirurgia
A celebração ocorreu após a divulgação de uma nova atualização sobre a saúde do pontífice. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, exames de sangue e uma radiografia do tórax realizados nesta sexta-feira confirmaram a melhora constante do estado geral de Leão XIV.
O papa continua fazendo sessões de fisioterapia respiratória, mas já consegue realizar as atividades cotidianas com total autonomia, de acordo com o boletim médico.
Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar, com remoção do lobo inferior do pulmão direito. O procedimento foi concluído sem complicações, segundo informações anteriores do Vaticano.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o tamanho do tumor ou sobre um possível comprometimento dos linfonodos próximos. A data de alta hospitalar também não foi confirmada.
Pontífice deve aparecer em público no domingo
A Santa Sé informou que o papa participará da tradicional oração do Angelus neste domingo (18), ao meio-dia. A ocasião marcará sua primeira aparição pública desde a cirurgia.
Enquanto Leão XIV se recupera, o Vaticano mantém os preparativos para a viagem do pontífice à América do Sul, prevista para 6 a 17 de novembro. O roteiro inclui Uruguai, Argentina e Peru.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que ainda não há definição sobre quando o papa poderá retomar o ritmo habitual de compromissos. Segundo ele, a agenda dependerá da evolução clínica e das recomendações médicas.
O diagnóstico de câncer causou preocupação entre integrantes da Igreja Católica. O cardeal Blase Cupich, de Chicago, considerado próximo ao pontífice, afirmou à revista America que ficou surpreso ao saber que a cirurgia envolveu a retirada de parte do pulmão e que o tumor era maligno.