Uma mulher investigada por participar de agressões e tortura contra a ex-companheira do marido foi presa neste domingo (18), durante o velório de um familiar no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Segundo a Polícia Civil, ela estava foragida havia mais de dois anos.
A agressora foi localizada por agentes da 24ª DP (Piedade), após um trabalho de investigação e monitoramento. Contra ela, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido há mais de dois anos e estaria relacionado à cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil.
Conforme a acusação, a vítima foi chamada à residência do ex-companheiro, na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, sob a justificativa de que conversariam sobre o pagamento da dívida.
Ao chegar ao imóvel, ela teria sido surpreendida pelo casal e agredida com golpes de um pedaço de madeira. Ainda segundo a denúncia, enquanto o homem segurava a vítima, a agressora teria raspado completamente o cabelo dela com uma máquina de cortar cabelo.
As agressões teriam causado danos físicos e psicológicos. A denúncia aponta que os fatos foram documentados por meio de exame de corpo de delito, depoimentos e fotografias anexadas ao processo.
O companheiro da agressora e também acusado de envolvimento nas torturas, continua sendo procurado pela polícia.
Segundo informações policiais, ele seria ligado ao tráfico de drogas na comunidade de Manguinhos e possui três mandados de prisão em aberto.
Ainda conforme a Polícia Civil, ele tem condenações por roubo majorado, com penas que, somadas, ultrapassam 20 anos de prisão. Também há registros relacionados a crimes de tortura e tráfico de drogas.
Polícia monitorava os passos da investigada
Durante o período em que esteve foragida, a agressora era monitorada pelos investigadores, que acompanhavam suas movimentações para identificar uma oportunidade de efetuar a prisão.
Segundo a Polícia Civil, ela publicava nas redes sociais registros de momentos de lazer e visitas a restaurantes sofisticados. A mukher também procurava abrigo na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré.
Após acompanhar seus deslocamentos, os agentes conseguiram localizá-la durante o velório de um familiar, no Cemitério do Caju.
A prisão foi realizada sem confronto e, segundo a polícia, não houve feridos. Ela será encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.