Skip to content

Segurança Pública

Mãe e irmão de Oruam são presos em operação da PF

Redação | Publicado em: - Atualizado 35 minutos atrás

A operação ocorre nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé/ Foto: Redes sociais

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (19), Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, mãe e irmão do rapper Oruam, durante a Operação Backbone. A ação investiga um esquema de controle ilegal dos serviços de internet por integrantes do Comando Vermelho (CV) em comunidades do Rio de Janeiro.

As ordens de prisão foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Lucas é conhecido como Lucca.

Até o momento, 19 mandados de prisão haviam sido cumpridos. Entre os presos está o vereador do Rio Fabio Silva (Podemos), localizado em Londrina, no Paraná.

Também foi expedida uma ordem de prisão contra Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, pai de Oruam, que já está preso. Até o momento, não havia confirmação sobre uma eventual investigação contra o rapper no âmbito desse inquérito.

Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. As diligências ocorrem nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 558 milhões, envolvendo 40 pessoas físicas e 42 empresas. A decisão prevê ainda a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, escritórios de contabilidade e negócios suspeitos de funcionarem como fachada.

Investigação mira rede de internet ligada ao tráfico

Segundo a Polícia Federal, a operação busca desmantelar a estrutura de provedores de internet controlada pelo tráfico nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. As empresas investigadas também seriam utilizadas para movimentar e ocultar recursos provenientes das atividades criminosas.

A PF afirma que Marcinho VP continuaria exercendo influência sobre os negócios explorados nessas regiões, com a participação de familiares e de outras lideranças do Comando Vermelho.

De acordo com os investigadores, os lucros obtidos com os serviços seriam repassados à família por meio de empresas de arrecadação, operadores financeiros e contas utilizadas para transferências. Posteriormente, os recursos seriam dissimulados em negócios como produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão adquiridos em dinheiro vivo e criptoativos.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá ser comunicada para adotar medidas relacionadas às autorizações dos provedores investigados e à interrupção de suas atividades. Também deverão ser tomadas providências para evitar que os moradores das áreas afetadas fiquem sem acesso à internet.

Moradores seriam obrigados a contratar serviço clandestino

As investigações apontam que integrantes do Comando Vermelho utilizariam ameaças e violência para controlar o mercado de internet em territórios dominados pela facção.

Segundo a PF, criminosos armados cortariam cabos e incendiariam caixas de distribuição pertencentes a operadoras regulares e concorrentes, além de impedir a realização de reparos. Com isso, moradores e comerciantes seriam pressionados a contratar os serviços oferecidos por provedores autorizados pelo grupo criminoso.

Ainda conforme a corporação, as empresas que atuam nessas localidades sob autorização da facção pagariam mensalmente uma espécie de taxa para continuar operando.

A análise de registros financeiros da organização revelou que, em um único mês, a cobrança relacionada ao serviço de internet teria representado mais de 40% da arrecadação total do grupo no Complexo da Penha.

Para os investigadores, o controle desse mercado se tornou uma fonte importante de renda para o crime organizado, além de contribuir para as disputas territoriais. A dominação de novas comunidades permitiria ampliar a quantidade de consumidores submetidos ao esquema e, consequentemente, os ganhos financeiros da facção.

Os alvos da operação poderão responder por domínio social estruturado, crime relacionado à atuação de grupos que utilizam violência, ameaças e coação para impor controle territorial e social, intimidar moradores, reprimir autoridades e atacar serviços essenciais.

Outras possíveis acusações incluem extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, exploração clandestina de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

A Operação Backbone integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio. A iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635.

Família já havia sido alvo de outras investigações

Em abril, Márcia, Lucca e Oruam foram alvos de mandados de prisão em uma etapa da Operação Contenção, conduzida pela Polícia Civil do Rio. Na ocasião, eles eram suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Comando Vermelho, mas não foram localizados.

No mês seguinte, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Marcinho VP, Márcia, Oruam e outras nove pessoas à Justiça por suspeita de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Descarte de lixo eletrônico nos Correios é gratuito em 6.868 agências. Serviço recebe celulares, notebooks e outros aparelhos de até 30 kg.
Brasil & Mundo

Correios passam a receber lixo eletrônico gratuitamente em todo o Brasil

Niterói vai recuperar teatro histórico fechado há mais de três décadas
Niterói

Niterói vai recuperar teatro histórico fechado há mais de três décadas

Papa Leão XIV reaparece após cirurgia no pulmão e promete voltar à rotina aos poucos
Brasil & Mundo

Papa Leão XIV reaparece após cirurgia no pulmão e promete voltar à rotina aos poucos

Niterói abre mil vagas para programa de auxílio-aluguel universitário
Niterói

Niterói abre mil vagas para programa de auxílio-aluguel universitário; saiba como fazer a inscrição