Uma visitante foi presa em flagrante na quarta-feira (28) ao tentar entrar com mais de 200 gramas de haxixe e maconha no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O material estava escondido nas partes íntimas da mulher e foi identificado durante uma revista com scanner corporal realizada por policiais penais.
A ocorrência faz parte da Operação Illicitus, iniciativa da Secretaria de Estado de Polícia Penal para combater a atuação do crime organizado no sistema prisional e impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos nas unidades penitenciárias.
Scanner corporal identificou material suspeito
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, agentes do Grupamento de Portaria Unificada (GPU) identificaram uma imagem suspeita na região pélvica da visitante durante o procedimento de inspeção.
Questionada pelos policiais, a mulher confessou que transportava o material e retirou o invólucro que escondia as substâncias.
Após a apreensão, ela foi encaminhada à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, onde foi autuada em flagrante por tráfico de drogas. Conforme as informações divulgadas pela secretaria, a mulher ficará à disposição da Justiça em uma unidade prisional da própria administração penitenciária.
Operação combate entrada de materiais proibidos
A Operação Illicitus foi intensificada em agosto de 2026, com o objetivo de ampliar a fiscalização nas unidades prisionais e dificultar o abastecimento de grupos criminosos com drogas, celulares e outros itens proibidos.
As ações incluem procedimentos de revista, monitoramento e fiscalização de visitantes e de pessoas que circulam pelo sistema penitenciário.
Operação já apreendeu 1.700 celulares
De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Polícia Penal, desde o início da operação foram apreendidos aproximadamente 1.700 aparelhos celulares e mais de 37 quilos de drogas.
Com a prisão realizada nesta quarta-feira, chegou a 24 o número de visitantes presos no período da operação por ocorrências relacionadas à tentativa de entrada ou à facilitação da entrada de materiais proibidos no sistema prisional.
O balanço também registra dois policiais penais presos por suspeita de tentar introduzir ou facilitar a entrada desses itens nas unidades penitenciárias.
Fiscalização busca reforçar a segurança nos presídios
A entrada irregular de drogas e celulares é uma das preocupações das autoridades responsáveis pela administração penitenciária. Os entorpecentes podem alimentar atividades ilícitas, enquanto os aparelhos de comunicação podem ser utilizados para coordenar ações criminosas de dentro das unidades.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal mantém a Operação Illicitus como parte das medidas de enfrentamento ao crime organizado no sistema prisional fluminense.
O caso registrado em Bangu será submetido aos procedimentos legais, e a situação da visitante seguirá sob análise da Justiça.