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Segurança Pública

Vídeo mostra policiais dando gargalhadas após morte no Jacarezinho

Ezequiel Manhães | Publicado em:

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Um vídeo registrado na noite desta segunda-feira (25) por moradores do Complexo do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, mostra policiais militares gritando ‘inferno’ e dando gargalhadas. A situação teria ocorrido após a morte do jovem Jonathan Ribeiro de Almeida, de 18 anos, que foi baleado no peito durante uma operação na região na noite desta segunda. 

Ao ENFOCO, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o comando da Corporação determinou instauração de procedimento apuratório sobre a ocorrência do dia 25 no Jacarezinho pela Corregedoria Geral da SEPM. E que a ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios da Capital.

Leia+: Mãe de jovem morto no Rio acusa PM: ‘Executaram meu filho’

Testemunhas afirmam que o tiro que atingiu Jonathan partiu da arma de um policial. A PM afirma que o rapaz estava portando uma réplica de pistola e possuía drogas. Versão que foi negada pela família.

O mobilizador social e ativista Diego Aguiar, que é morador do Jacarezinho, relatou ter visto Jonathan ser atingido. Aguiar foi ao Twitter dizer que a vítima não portava material ilícito.

Veja o vídeo:

 





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Operação

A comunidade tem sido alvo de seguidas operações policiais. Em maio do ano passado, uma operação da Polícia Civil, considerada a mais letal do estado do Rio, terminou com 28 mortos, entre eles o policial André Leonardo Frias, 48 anos, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), morto com um tiro na cabeça quando desceu do carro blindado, junto com outros cinco policiais, para retirar uma barricada colocada pelo tráfico. 

O disparo que matou o policial partiu de uma espécie de bunker, com furos no muro para passar o cano de armas de guerra, e aconteceu no momento em que a equipe chegava na comunidade, por volta das 6h. 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) também investigou as circunstâncias das mortes na ação policial no Jacarezinho para apurar se houve violações a direitos durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ, que na data de ontem esteve presente na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

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