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Niterói

Balões e palmas na despedida da pequena Maria Flor, de Maricá

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Quintanilha Filho

Longa salva de palmas e dezenas de balões branco e rosa. Assim familiares e amigos se despediram da pequena Maria Flor, de 6 anos, que morreu nesta quarta-feira (4) após uma longa e difícil batalha contra um tumor cerebral raro e agressivo conhecido como Glioma Pontino Intrínseco Difuso (DIPG).

O corpo da menina foi sepultado na tarde desta quinta-feira (5) no Cemitério Campo da Paz, em Várzea das Moças, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Mais de 100 pessoas compareceram ao local para prestar suas últimas homenagens.



Ao ENFOCO, Juliana Dantas, de 43 anos, descreveu a filha como “forte e corajosa” durante os dois anos em que lutou contra a doença. 



Maria Flor morava em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, e começou a enfrentar uma dura batalha em novembro de 2022, quando foi diagnosticada com DIPG.

Durante o velório, todos os presentes seguravam um balão. Assim que o corpo da menina foi sepultado, os balões foram soltos ao céu. Este ato foi uma homenagem à Maria Flor, segundo Juliana.

“Minha filha pediu que fizesse essa homenagem. Ela falava que queria casar com Jesus e quando chegasse no céu iria brincar de bola com ele. Minha filha está com Jesus agora. Isso que importa”, contou a mãe.

Durante o cortejo, todos permaneceram abraçados demonstrando união e força. Em seguida, os presentes entoaram uma longa salva de palmas, rezaram e gritaram o nome de Maria Flor.

Relembre o caso

Maria Flor foi diagnosticada com Glioma Pontino Intrínseco Difuso (DIPG) em novembro de 2022. O diagnóstico inicial revelou que o tumor era incurável, o que levou a família a buscar tratamento intensivo. A pequena passou por 32 sessões de radioterapia no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro.

Em um momento de esperança, o tumor apresentou uma redução de 48%, permitindo que o tratamento fosse interrompido em fevereiro de 2023. Contudo, a condição da menina não melhorou como esperado, e a família continuou a procurar alternativas.

Determinados a oferecer à filha uma chance de recuperação, Stanley e Juliana buscaram um tratamento inovador em Miami, nos Estados Unidos. Eles iniciaram uma vaquinha online para arrecadar cerca de R$ 1 milhão necessários para cobrir os custos do tratamento.

O gesto de solidariedade tocou o coração de muitos, incluindo o ex-jogador e comentarista da TV Globo, Caio Ribeiro, que enviou uma mensagem de apoio para Maria Flor.



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