Aceita ou chora! Dança das cadeiras dos gigantes reforça o novo futebol

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Messi chorou em sua despedida do Barcelona, mas já celebra as novidades no PSG. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Declarações de amor à equipe. Cheques em branco como pagamento. Jogadores que defenderam apenas uma camisa durante a carreira. Sacrifícios físicos pelo clube do coração. Se você tem mais de 30 anos, certamente sua memória puxou um exemplo para cada caso citado. No entanto, é necessário entender que isso tudo é, agora, apenas um passado distante. Virou memória, recordação. E só.

Os tempos são outros, definitivamente. Para o pachequista, a desprazerosa evidência de que o futebol europeu está mais à frente do que nunca; para o saudosista, a triste certeza de que amor à camisa é coisa do passado. Faz parte da evolução e da profissionalização do esporte, mas certamente incomodará a muitos.

No futebol cada vez mais globalizado, mandam as cifras. Estamos diante da maior janela de transferências da história do futebol. Os valores gastos são assustadores – e os jogadores movimentam cada vez mais a economia. Há algum tempo já deixaram de ser apenas atletas: são referências, bandeiras, pontos turísticos. São marcas – e, para os clubes, são também uma mina de dinheiro. Basta explorar bem suas imagens.

Lionel Messi, a última esperança de fidelidade para os românticos, acabou deixando o Barcelona por incompetência de terceiros; no entanto, o choro tocante de sua despedida foi rapidamente substituído pelo sorriso de quem finalmente enxergou novos horizontes. No PSG, terá tudo o que ruiu no Camp Nou: competividade, estrutura de ponta e, claro, ainda mais dinheiro.

Seu principal ‘rival’ na disputa pelo trono da bola, Cristiano Ronaldo está de volta ao clube que o projetou para o mundo. Que bonito. Mas horas antes – literalmente – estava apalavrado com o maior rival, atual ‘dono’ da cidade de Manchester. O motivo da quebra? Dinheiro, é claro. Se não para ele, para os que o venderam. A Juventus fracassou pois o viu como um produto lucrativo e praticamente esqueceu de maximizá-lo em campo.

Isso tudo sem falar de Mbappé. O jovem príncipe da França que, aos 22 anos, viu o sheik dono do PSG montar uma máquina ao seu redor – e, mesmo assim, quis sair. Este, talvez, não por dinheiro; mas pela ameaça de perder o protagonismo. Com tantos outros craques, ficaria difícil ser o centro das atenções. E, por isso, sua vontade é mudar-se à Espanha – pela bagatela de R$ 1,1 bilhão. O Real Madrid legalizará o absurdo.

Você pode não gostar. Torcer o nariz. Xingar muito na internet. Mas a realidade é que o futebol atual lhe apresenta duas opções: aceitar resignado ou simplesmente ir assistir Netflix. Não há mais volta. E o futebol brasileiro que não abra o olho, o abismo é cada vez maior e, se continuar neste ritmo, viraremos apenas uma fonte (barata) de recursos. Quem ainda acha que somos o ‘país do futebol’ parou no tempo.

Nos resta sentar, assistir e tentar aprender. Estamos prestes a assistir a maior edição da Champions League de todos os tempos. O suco do futebol atual, o melhor que há disponível. Os atletas de maior nível do planeta – todos reunidos em uma competição que te arrepia apenas com o hino. Imagine quando a bola rolar… falta pouco!

A resenha está garantida com o jornalista Pedro Chilingue que, além dos bastidores do mundo esportivo, também traz o melhor dos torneios regionais.