Cancelamento ou destruição? O tribunal da web não conhece limites

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Cantora Karol Conká já perdeu contratos e até um programa por conta de seus posicionamentos no reality show. Foto: Marcus Steinmeyer / Divulgação

A ‘cultura do cancelamento’ é uma forma de criticar e dar visibilidade a questões sociais, atitudes e posicionamentos. Com a edição do Big Brother Brasil 21, o cancelamento nas redes sociais está ganhando cada vez mais força. Mas esse cancelamento parece estar longe de exigir mudança de posicionamento de um indivíduo, estando mais para uma destruição em massa da vida e da carreira do alvo.

A prova viva disso é a participante do BBB 21, da cantora Karol Conká. A rapper tem se afundado com seus posicionamentos arrogantes e militância exagerada.

O reality fez uma semana de estreia e Karol já se envolveu em várias polêmicas. A cantora proibiu o ator Lucas Penteado de se sentar à mesa para almoçar por conta de uma discussão que ocorreu na primeira festa da edição, e a questão é que Karol foi extremamente arrogante, mal educada e até ofendeu o ator. Além disso, a rapper foi acusada por fãs do programa de ser xenofóbica. A xenofobia é um tipo de preconceito contra quem nasce em um lugar diferente do seu.

Por causa da repercussão negativa e do cancelamento em massa, a cantora já perdeu contratos fora do reality. O canal GNT, por exemplo, suspendeu o programa que a artista tinha com a ex-bbb Marcela Mc Gowan. Além disso, o Festival Rec-Beat também cancelou a apresentação de Karol, que já perdeu mais de 300 mil seguidores nas redes sociais. Uma coisa importante para quem é figura pública e trabalha com publicidade.

Mas te pergunto: onde fica o limite para esse cancelamento? Eu particularmente, como a maioria dos brasileiros, não concordo com o posicionamento da artista, mas não sou a favor do linchamento virtual de ninguém. Externar sua opinião e não concordar com os ideais do outro é comum, o que não é normal é a destruição proposital da carreira de uma pessoa.

Todos julgam, querem cobrar uma mudança, mas esquecem de olhar para seus defeitos. As pessoas que estão no reality, são pessoas como nós. Têm família, amigos, erram, acertam e são de carne e osso, ou não? Acho que nosso dever como sociedade, e já que temos hoje a internet que nos dá uma visibilidade gigantesca, é cobrar a mudança, e não linchar, destruir, despedaçar alguém.

Respeite para ser respeitado, e aquele ditado que deixo para finalizar esse texto, serve para nossos dias atuais.

“Quem tem telhado de vidro, não atira pedras ao do vizinho”

Taví Moura é antenado no que acontece com os famosos e nas principais polêmicas. Ele revela os
bastidores da fama, além das novidades do entretenimento.