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    Cefet decreta luto oficial após morte de funcionárias

    A diretora e uma professora foram mortas a tiros por um homem

    Publicado 29/11/2025 às 9:48 | Autor: Tayná Ferreira
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    A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação, informou que o servidor tinha conflitos com as vítimas
    A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação, informou que o servidor tinha conflitos com as vítimas |  Foto: Divulgação

    Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã decretou luto de cinco dias após o assassinato da diretora Allane Pedrotti, de 41 anos, e da psicóloga Layse Pinheiro, de 40 anos. As servidoras foram mortas na tarde desta sexta-feira (29) pelo funcionário João Antônio Miranda, que já havia exercido a função de coordenador pedagógico da instituição. Depois do crime, ele cometeu suicídio.

    Segundo a polícia, João Antônio entrou na unidade cumprimentando colegas antes de se dirigir às salas onde estavam as vítimas. Armado com uma pistola, ele efetuou disparos que atingiram as duas na cabeça.

    A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação, informou que o servidor tinha conflitos com as vítimas. Apurações indicam que ele havia sido transferido da unidade do Maracanã e não aceitou a mudança, além de existirem relatos de que não suportava ser subordinado a mulheres.

    As autoridades seguem investigando a motivação do ataque e a sequência exata dos fatos dentro da instituição.

    Vítimas 

    Elas foram baleadas dentro da instituição de ensino
    Elas foram baleadas dentro da instituição de ensino |  Foto: Reprodução

    Allane Pedrotti era responsável pela Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (Diace) do Cefet/RJ. Doutora em Letras, ela passou por instituições como PUC, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de Copenhagen, na Dinamarca.

    No Cefet, Allane atuava como coordenadora da equipe pedagógica e acadêmica da Direção de Ensino, vinculada à Coordenação de Educação Profissional e Tecnológica de Ensino Médio.

    Nas redes sociais, ela se descrevia como “mãe e cria do Morro do Pinto”, comunidade localizada na área central do Rio. Além de educadora, era cantora, compositora e pandeirista.

    Layse Pinheiro, por sua vez, era psicóloga escolar do Cefet, formada em Psicologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em seu perfil nas redes sociais, ela se apresentava como “feminista, antirracista e na luta por todas as minorias” e demonstrava paixão por música e dança de salão.

    O Cefet reiterou o luto de cinco dias e declarou que acompanha o trabalho da polícia. O incidente gerou comoção entre alunos e servidores, que foram orientados a deixar o local.

    A DHC continua coletando depoimentos de testemunhas presentes na unidade durante o crime para avançar nas investigações.

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    Tayná Ferreira

    Tayná Ferreira

    Repórter

    Apaixonada pela comunicação e amante da Língua Brasileira de Sinais (Libras), também adora fotografia, boas conversas e filmes

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