Carlos Eduardo Caetano Cabral, de apenas 1 ano, foi morto pela própria mãe. Foto: Arquivo Pessoal
O construtor civil João Carlos Cabral, de 44 anos, afirmou que a mãe de seu filho, Carlos Eduardo Caetano Cabral, de apenas 1 ano, já havia tentado matar a criança anteriormente. O bebê foi encontrado morto na manhã deste domingo (11) dentro da residência onde morava com a mãe, no bairro Fonseca, em Niterói. Segundo o pai, a tentativa anterior só não terminou em tragédia porque ele e um irmão conseguiram intervir a tempo.
“Ela já tinha tentado matar meu filho no ano passado. Eu e meu irmão conseguimos separar. Agora eu quero Justiça e a guarda do meu outro filho, de 4 anos”, declarou João Carlos.
O pai contou que recebeu uma ligação, ontem, da irmã da ex-mulher informando que o bebê estava sozinho na residência. Ele saiu de São Gonçalo, onde mora atualmente, e foi até o local com a atual companheira. Ao entrar no imóvel, encontrou a criança já sem vida.
“Meu filho estava morto, todo roxo. A casa estava toda bagunçada. Eu entrei em pânico e desmaiei”, relatou.
Pai da criança, João Carlos desmaiou ao ver o filho morto – Foto: Péricles Cutrim
Ainda segundo o pai, a mãe da criança teria saído de casa pela manhã e ido até a residência da avó, afirmando apenas que o bebê estava em casa, sem informar a gravidade da situação.
De acordo com familiares, a mãe do bebê já apresentava histórico de surtos psicológicos e havia sido internada anteriormente em um hospital psiquiátrico. Após o caso deste domingo, ela foi novamente internada na unidade.
Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “todas as informações referentes à sua internação são de caráter sigiloso”.
O Tribunal de Justiça do Rio, também questionado sobre a guarda dos filhos da mulher, informou que “processos que envolvem menores tramitam em segredo de justiça”.
A atual companheira do pai da criança, Érica Fernandes, confirmou que a família chegou a oferecer apoio após a primeira internação.
“Demos suporte, ajudamos com moradia e estrutura para as crianças. O pai sempre prestou assistência financeira”, afirmou.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo, onde o pai e a madrasta aguardam o resultado inicial da autópsia. O sepultamento deve ocorrer no Cemitério do Maruí, no Barreto. O caso é investigado pela 78ª DP (Fonseca), que apura as circunstâncias da morte.
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