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Segurança Pública

Mulher é presa em Niterói após fiscalização encontrar munições em ferro-velho irregular

Redação | Publicado em:

Mulher é presa em ferro-velho irregular com munições em Niterói
Estabelecimento funcionava sem licença e era alvo de denúncias - Foto: Divulgação

Uma mulher foi presa nesta terça-feira (14) durante uma operação conjunta na Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, após agentes encontrarem munições de uso restrito e materiais de origem suspeita em um ferro-velho irregular administrado por ela.

A ação integrou a 20ª fase da “Operação Asfixia”, coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), com apoio do 12º BPM (Niterói) e da 78ª DP (Fonseca), além de órgãos municipais. O estabelecimento, na Travessa José Agra, já vinha sendo alvo de denúncias de moradores.

Durante a fiscalização, foram apreendidos cerca de 12 quilos de fios de cobre, uma carcaça e seis peças de bicicletas, entre pneus e quadros. No local, os agentes também encontraram 51 estojos de munição deflagrados e duas munições intactas de calibre 9 mm, de uso restrito.

A mulher foi levada para a 78ª DP, onde foi autuada com base no Estatuto do Desarmamento, que prevê pena de três a seis anos de prisão para posse de munição de uso restrito sem autorização. A Polícia Civil informou que vai apurar a origem das munições e possível ligação do ferro-velho com o tráfico de drogas na região.

“A Polícia Civil atuará com investigação rigorosa diante do crime em questão, elucidando a origem das munições e suas possíveis conexões com o crime local”, afirmou o delegado Fabio Corsino.

Além da autuação criminal, o ferro-velho foi notificado por funcionar sem licença ambiental. A Vigilância Sanitária também apontou irregularidades, como o acúmulo de materiais expostos à chuva, o que pode favorecer a proliferação de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A operação contou ainda com a participação da Guarda Civil Municipal, da Secretaria de Ordem Pública, da Secretaria de Meio Ambiente e da Companhia de Limpeza Urbana.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Júlio César, afirmou que ações integradas devem continuar na cidade. “A população pode contar com a Polícia Militar, tanto em operações próprias quanto nas ações conjuntas, para ampliar a segurança”, declarou.

Até abril de 2026, a “Operação Asfixia” já realizou 20 etapas, com 40 estabelecimentos fiscalizados, 18 pessoas conduzidas à delegacia, 19 interdições e 22 autuações.

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