Procura-se: obras dificultam trânsito de ônibus em Niterói

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Ponto de ônibus, Ilha da Conceição
Moradores relatam demora em ônibus da Zona Norte e Região Oceânica de Niterói. Foto: Ramon Ribeiro

Obras realizadas em Niterói foram listadas entre os principais motivos para as irregularidades na circulação de ônibus na cidade. Pelo menos essa é a justificativa da prefeitura que, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbanismo, informou nesta quarta-feira (27) estar com 12 pontos de intervenções acontecendo, simultaneamente, no município.

De acordo com a administração de Axel Grael, as obras podem gerar impacto e retenção no trânsito, além de interferir na programação dos coletivos, causando um espaçamento no horário dos ônibus.

Quem necessita de ônibus para transitar acaba sendo o mais prejudicado. Isso porque as reclamações também incluem coletivos que fazem trajeto intermunicipal, principalmente para São Gonçalo.

Presidente da Comissão Permanente de Urbanismo, Obras, Serviços Públicos, Transportes e Trânsito da Câmara de Niterói, Atratino Cortes (MDB) ratifica as obras como principal ofensor para os problemas relacionados a circulação de ônibus.

“Acaba gerando retenções no trânsito e afetando os horários dos ônibus. São 12 obras acontecendo simultaneamente.”

Para usuários de coletivos na cidade, de norte a sul o problema já ocorre há meses. Seguidora do grupo Enfoco, pelo Facebook, Stefany Silva desabafa o descontentamento com a linha 62 (Fonseca x Charitas).

“No sábado (23) eu cheguei no ponto às 21h com crianças e às 2h da madrugada ainda não tinha passado nenhum ônibus da linha. Tive que pedir carona em outro ônibus para sair da Alameda”

Cenário desfavorável

Apesar de justificar as intervenções como principal motivo para a dificuldade no trânsito do coletivos, a Prefeitura de Niterói não detalhou se existe qualquer planejamento para mudar o horário das intervenções, cronograma de conclusão ou medidas para facilitar a fluidez no tráfego de veículos.

O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), no entanto, esclarece que as frotas têm sim circulado em cenário desfavorável, mas justifica que a alteração ocorre por conta do que considerou uma ‘drástica redução no número de passageiros pagantes, atualmente entre 30% e 40%’. Outro fator que estaria atrapalhando é a alta acumulada no preço do óleo diesel (65%) em 2021.

Rodoviários

Rodoviários realizarão assembleia no próximo dia 4 de novembro para discutir a contraproposta patronal de reajuste salarial de 4% e cesta básica de R$ 350,00. As deliberações, que ocorrerão nos turnos da manhã e da tarde, serão na sede social do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), no bairro do Sapê, em Niterói.

A contraproposta das empresas de ônibus foi apresentada em reunião na sede da Setrerj, em Niterói, na manhã desta quarta-feira (27). Segundo o Sintronac, a inicativa representa um avanço nas negociações da campanha salarial da categoria, que estavam estagnadas desde agosto.

A mobilização envolve rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá. Os trabalhadores decidiram, em uma série de assembleias, entre setembro e o início de outubro, reivindicar: reajuste salarial imediato de 10%; aumento de 20% nas demais cláusulas econômicas do contrato de trabalho; R$ 400,00 para o valor da cesta básica (atualmente é R$ 280,00); comissão de 2% para os motoristas que acumulem a função com a de cobradores; e instalação de cofres nos pontos finais de maior circulação.