
A morte de alguém é sempre um momento de tristeza. Porém, para uma família de Niterói essa dor foi ainda maior e traumática. Isso porque, não bastasse o falecimento de um membro da família, o velório precisou ser feito com caixão fechado, por conta do avançado estado de decomposição do corpo. A família culpa o Instituto Médio Legal do Barreto pelo ocorrido, pois segundo eles, a geladeira do IML não estava funcionando.
O falecimento do idoso, de 65 anos, morador de Charitas, aconteceu na noite do último sábado (1), dentro de casa. Segundo informações de pessoas próximas à família, o processo de encaminhamento do corpo até o IML se deu normalmente: a Polícia Militar esteve na casa e acionou a Defesa Civil, que por sua vez encaminhou o corpo do idoso ao IML do Barreto, na zona norte da cidade.
Durante todo o domingo, o corpo do idoso ficou no instituto aguardando a liberação. Nesta segunda-feira (3), após a liberação, a família foi informada pela funerária, responsável pela remoção até o cemitério, que o velório deveria ser com o caixão fechado, para surpresa da família.
“O velório precisou ser feito em caixão fechado. No IML, recebemos a informação de que a geladeira estava com defeito e, por isso, o corpo não conservou”, disse um amigo da família.
O enterro do idoso foi realizado no início da tarde desta segunda-feira (3), sob forte indignação de parentes e amigos, no Cemitério Maruí, também no Barreto.
O diretor do instituto, ou Posto Regional de Polícia Técnico-Cientifica, Luiz Alberto Moreira, esclareceu que o corpo do idoso chegou no local na madrugada de domingo e que às 9h30 do mesmo dia já tinha sido feito o laudo de necrópsia e às 11h09 o termo de reconhecimento de cadáver.
Ainda de acordo com o diretor, os mortuários, conhecidos como ‘geladeiras’, se encontram em perfeitas condições e que inclusive um deles foi usado para manter o corpo até que a família realizasse os tramites necessários para que funerária fizesse a remoção. Ele negou que o corpo estava deformado ao sair do local a ponto de impedir um velório com caixão aberto.
Segundo Luiz Alberto, é uma decisão da funerária fazer o velório com caixão aberto ou fechado e afirma que quando o corpo do idoso chegou no posto já entrava em estado decomposição, o que segundo o diretor é normal, uma vez que a alteração pode se dar por diversos fatores.
Por fim, ele acrescentou que métodos utilizados pela funerária de preservação da aparência do cadáver são negociados com os envolvidos.