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Um respiro em meio à pandemia no CCBB Rio

Redação | Publicado em:

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Emaranhados da diversidade brasileira. Foto: Divulgação



O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro abre nesta quarta-feira (13) a primeira exposição do ano. Com curadoria de Tereza de Arruda, a exposição ‘Linhas da Vida’ reúne trabalhos que datam do início da carreira de artista Chiharu Shiota, em 1994, até instalações inéditas inspiradas no Brasil. A mostra fica no espaço até o dia 19 de abril.



A mostra que traz a retrospectiva da japonesa Chiharu Shiota reúne um conjunto de mais de 65 obras entre pinturas, objetos, desenhos e vídeo, além de três instalações, feitas especialmente para o CCBB, dando um panorama sobre seu percurso criativo.



A transitoriedade dos ciclos da vida, a memória e a própria experiência pessoal inspiram a obra da artista proveniente do Japão. Conhecida principalmente por seus trabalhos frequentemente compostos por emaranhados de linhas, Shiota é autora de uma obra multidisciplinar, fazendo uso de suportes diversos: são instalações, performances, fotografias e pinturas.



Nascida em Osaka e radicada há 23 anos em Berlim, Shiota iniciou sua carreira artística em 1994, tomando a pintura como principal suporte. Todavia, logo descobriu que o espaço bidimensional era limitado para seu processo criativo e expandiu para as outras linguagens. Linhas da Vida reúne cerca de 70 obras que datam desde o início de sua produção artística aos dias atuais.



“Nesta mostra, Chiharu Shiota convida o público a refletir sobre memória coletiva e traz um respiro em meio à pandemia que o mundo atravessa. São fotografias, vídeos, desenhos, gravuras e objetos selecionados meticulosamente para uma imersão no universo de Shiota que nos fazem pensar em ligações, conexões afetivas ainda que à distância”, diz a curadora da exposição, Tereza de Arruda.



De acordo com Tereza, a exposição traz ao público uma reflexão sobre o ciclo da vida e o que permanece como memória. Na arte, ‘Além da Memória’, a Shiota pensou em uma obra envolvente, pois se trata de uma trama que é suspensa, e que pode ser observada do térreo e do segundo andar, como se fosse uma ‘nuvem envolvente’ com papéis brancos.



“O visitante ao entrar pode se deparar com esse universo inesperado, espetacular, e envolvente. Ela pensou na diversidade da população brasileira, se envolvendo com o contexto. As folhas em branco na obra levam o visitante a pensar na sua própria narrativa, que vai fazer parte da sua memória. A cor branca representa o início da vida, a pureza, e dá leveza às preocupações, incertezas e ansiedades”



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A obra ‘A Chave na mão’ foi composta por dois barcos que lembram mãos receptoras prestes a agarrar ou deixar de lado uma oportunidade. Foto: Divulgação



Na exposição, três cores são predominantes: o branco, que representa o início da vida; o vermelho, que representa os vasos sanguíneos e o cordão umbilical, e o preto, que representa o fim. Ao final da exposição, o material da obra será doado para a reciclagem e nunca mais vai existir.



“Shiota acha que o mais importante é que as pessoas guardem as lembranças dessa obra, pois a memória vai com a pessoa para onde ela estiver, e é pessoal e autônoma”, finaliza.



Reflexão



Organizada em cinco núcleos, a exposição é um convite de Shiota para que o visitante reflita sobre a vida, seu propósito, conexões e memória.



“Quero unir as pessoas no Brasil, não importando sua origem, status social, formação educacional, nacionalidade ou qualquer outro fator divisor. Como humanos, devemos vir juntos e questionar o nosso propósito na vida e por que aqui estamos”, afirma Shiota.



No decorrer do período expositivo, o público também pode participar de atividades gratuitas no Espaço de Convivência do Programa CCBB Educativo – Arte e Educação conduzidas por educadores do centro de arte e tecnologia JA.CA, mediante agendamento prévio de forma individual ou em grupos com número limitados de participantes, sempre seguindo as medidas de segurança sanitária.



O objetivo é proporcionar aos visitantes um diálogo com algumas das características da obra de Shiota e de questões tangentes aos processos de criação, como espaço, memória e identidade.



Reabertura do CCBB



O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro reabriu no dia 16 de setembro de 2020 adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento online, controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.



O agendamento pode ser feito através do site Eventim, e a exposição está aberta de quarta a segunda, das 9h às 18h.



O CCBB fica localizado na Rua Primeiro de Março, número 66, no Centro do Rio de Janeiro.


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